São Paulo Mulher de Marcola terá de usar tornozeleira eletrônica e não poderá mais ir a presídios

Mulher de Marcola terá de usar tornozeleira eletrônica e não poderá mais ir a presídios

Determinação está em decisão da Justiça Federal que permitiu a prisão de 11 suspeitos de planejar resgate de chefes da facção

  • São Paulo | Do R7, com informações de Fatima Souza, da Record TV

Marcola e a mulher dele, Cynthia, que terá de usar tornozeleira eletrônica

Marcola e a mulher dele, Cynthia, que terá de usar tornozeleira eletrônica

Reprodução/Record TV

A mulher do traficante Marco Williams Herbas Camacho, o Marcola, considerado chefe da facção PCC (Primeiro Comando da Capital), terá de usar tornozeleira eletrônica e não poderá mais entrar em presídios, segundo decisão da Justiça Federal do Distrito Federal. Cynthia Giglioli Herbas Camacho foi um dos alvos da operação da Polícia Federal da última quarta-feira (10) contra o plano de resgate de ao menos seis chefes da facção que estão em presídios federais.

A casa de Cynthia, em Alphaville, na Grande São Paulo, foi alvo de ação de busca e apreensão da Polícia Federal. A mulher, no entanto, não estava no local e estaria viajando com os filhos. Foram presas outras 11 pessoas em vários estados do país suspeitas de participar do plano.

A decisão judicial que prevê o uso de tornozeleira eletrônica vale para Cynthia, que é advogada, e para outros profissionais da área que atuariam na defesa de chefes do PCC. Com o uso da tornozeleira, as autoridades pretendem fazer o monitoramento e garantir que ela não fará mais visitas a presídios — ela está proibida de frequentar penitenciárias, segundo a decisão. 

A investigação acompanhou conversas entre Marcola e Cynthia nas visitas realizadas por ela ao detento. As conversas nos presídios federais acontecem no parlatório, onde os visitantes não têm contato com os presos e eles se falam por uma espécie de telefone. O casal usaria códigos referindo-se ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para supostamente passar um para o outro informações sobre a operação de resgate. A estratégia de falar em códigos seria usada ainda por outros representantes da quadrilha.

STF e STJ seriam os nomes de dois dos planos tramados pela facção para o resgate dos chefes. O primeiro consistia na invasão do presídio com cem homens armados e com bombas. Já o plano STJ tratava do sequestro de autoridades e familiares para negociar a liberação dos presos. Já o plano Suicida indicava uma rebelião na penitenciária.

Em uma das conversas, Marcola disse a ela: "Para STF e STJ, essas coisas entendeu? Então eu preciso de uma resposta dele definitiva sobre isso e se o cara vem ou não vai vir. Se não vai, fala logo que não vai, que pelo menos eu contrato outra pessoa, entendeu?

O R7 não conseguiu localizar possíveis defensores de Cynthia Giglioli Herbas Camacho para comentar a decisão judicial.

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