Mulher é presa por morte de ex-namorada no interior de SP

Segundo a polícia, ela confessou crime e mas havia sido liberada por ter passado prazo de prisão em flagrante. Vítima se recusava a reatar relação 

Juliana Cairos foi morta pela ex-companheira

Juliana Cairos foi morta pela ex-companheira

Reprodução/Record TV

Uma mulher suspeita de matar a tiros a ex-namorada foi presa em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo. De acordo com a polícia, ela se apresentou voluntariamente e confessou o assassinato dois dias após cometer o crime, mas foi liberada porque o prazo para a prisão em flagrante havia expirado. A suspeita deixou a delegacia pela porta da frente sob gritos indignados.

"A família ficou revoltada e os amigos também", conta o advogado Roberto Guastelli, que explicou à família o motivo da liberação. Um mandado de prisão temporária foi expedido e, por conta da reação de manifestantes, a suspeita foi levada direto para a penitenciária feminina da cidade, em vez de passar a noite na delegacia.

De acordo com a polícia e com relatos de familiares e amigos, a suspeita não aceitava o término de um relacionamento abusivo de cinco anos com a auxiliar de produção Juliana Cairos, de 33 anos. A morte, diz a polícia, foi premeditada. A suspeita disse que comprou uma arma 15 dias antes. No dia do crime, levou rações na casa da vítima, porque sabia que ela fazia doações para cães do bairro. Na volta da entrega, as duas discutiram porque a vítima não aceitava a retomada da relação e morreu após ser atingida por cinco tiros.