São Paulo Muro de vidro da USP segue quebrado na manhã desta quarta

Muro de vidro da USP segue quebrado na manhã desta quarta

Painel posto pelo então prefeito João Doria foi danificado três vezes em menos de 15 dias. Muro está localizado ao lado da marginal Pinheiros

Muro de vidro da USP

Vidros do muro de vidro da USP seguem quebrados na manhã desta quarta

Vidros do muro de vidro da USP seguem quebrados na manhã desta quarta

Ronaldo Silva / Estadão Conteúdo

Vidros do muro de vidro da USP (Universidade de São Paulo) seguem quebrados na manhã desta quarta-feira (25), em São Paulo.

A depredação foi a terceira registrada dentro de uma semana — o projeto foi inaugurado no início do mês pelo então prefeito João Doria (PSDB).

O vidro, que começou a ser instalado em fevereiro deste ano, separa a Cidade Universitária e a Marginal Pinheiros, na zona oeste da cidade.

Procurada pela reportagem, a prefeitura ainda não se pronunciou.

Danos

O muro de vidro da Raia Olímpica da USP amanheceu quebrado pela primeira vez na quarta-feira (18). A peça foi trocada por outro painel no mesmo dia.

A segunda vez foi registrada na sexta-feira (20), quando duas partes do muro amanheceram danificadas. Contatada, a Secretaria das Prefeituras Regionais confirmou os danos, mas não deu detalhes sobre o caso. As equipes trocaram os objetos no mesmo dia.

A última vez foi nesta terça-feira (24) e, até as 08h desta quarta-feira (25), não foram trocados.

Proposta

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), entregou a conclusão da primeira etapa do novo muro da Raia Olímpica da USP (Universidade de São Paulo) no dia 4 de abril. A obra completa, no entanto, será inaugurada em maio.

Cada painel tem 1,80 metro de largura e 3,15 metros de altura. Os vidros são temperados com 12 milímetros de espessura e película de proteção. As placas de vidro também estão recebendo adesivos com imagens para evitar a colisão das aves que voam na região. No total, serão usados 12.680 m² de vidro jumbo (221.000 kg).

Obras

A primeira fase da obra foi iniciada em outubro de 2017 e a demolição de parte do muro de concreto ocorreu no último dia 31 de março. A segunda fase já está em andamento e a obra completa está prevista para ser inaugurada em 5 de maio.

O projeto é assinado pelo escritório de arquitetura Jóia Bergamo. Orçado em R$ 20 milhões, está sendo custeado por mais de 40 empresas, não onerando financeiramente a Universidade.

"Foram oito meses de trabalho para chegar a este resultado desde o planejamento ao início da execução. É uma obra inusitada. É a maior extensão em linha reta de vidro da América Latina", disse Doria.

Por meio de nota, a Prefeitura de São Paulo informou que repudia os atos de vandalismo contra o muro de vidro da USP, uma obra da universidade custeada pela iniciativa privada em benefício da cidade. Para colaborar com a segurança do local, a Prefeitura afirmou que fará um convênio com a USP para que a Guarda Civil Metropolitana possa patrulhar a área.

*Com informações da Agência Estado

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