"Nós não vamos nos intimidar com o PCC", diz Alckmin
Escutas telefônicas mostraram que facção tem planos de matar o governador de SP
São Paulo|Do R7

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, comentou nesta sexta-feira (11) as interceptações telefônicas, às quais o jornal O Estado de S.Paulo teve acesso, que mostram que o PCC (Primeiro Comando da Capital) tinha planos de matar o governador. Alckmin comentou a notícia durante visita à cidade de Mirassol, no interior do Estado.
— Os bandidos dizem que as coisas ficaram mais difíceis para eles, pois eu quero dizer que vai ficar muito mais difícil.
Segundo o governador, o Estado continuará a lutar contra a criminalidade.
— Nós não vamos nos intimidar. É nosso dever zelar pelo interesse público.
Alckmin disse ainda que vai trabalhar para "fortalecer ainda mais o [RDD] regime disciplinar diferenciado".
— Nós temos as mais fortes penitenciárias do País aqui no Estado. Os índices de criminalidade estão em queda, fruto exatamente desse trabalho, que vai ser fortalecido para proteger a população.
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Em uma das interceptações feitas em uma megaoperação do Ministério Público Estadual, o chefe do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, que cumpre pena no presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes, disse que a facção foi responsável pela queda do número de homicídios no Estado.
— Então quer dizer, os homicídios caíram não sei quantos por cento e aí eu vejo o governador chegar lá e falar que foi ele.













