Novo incêndio atinge favela na marginal Tietê após reintegração de posse
A área é de propriedade da Prefeitura de São Paulo; cerca de 750 pessoas moravam no local
São Paulo|Do R7, com Estadão Conteúdo

Mais um incêndio atingiu uma favela na região da marginal Tietê neste domingo (17). Doze viaturas do Corpo de Bombeiros extinguiram o fogo em cerca de 20 barracos na favela do Gato, que fica localizada na marginal com a avenida do Estado, na região do Bom Retiro, no centro de São Paulo.
A pista central da Marginal Tietê, logo após a ponte da Casa Verde, no sentido Ayrton Senna, chegou a ficar fechada. Na manhã desta segunda-feira (18), segundo a companhia, a ponte Governador Orestes Quércia, ainda estava bloqueada por causa do incêndio
A favela foi alvo de uma reintegração de posse no sábado (16) e já havia registrado um incêndio no fim de semana.
Acampamento
As cerca de 70 famílias removidas estão acampadas na avenida do Estado, em uma calçada na frente da unidade Armênia do Detran (Departamento Estadual de Trânsito). O acampamento foi improvisado com lona e restos de madeira. Os desabrigados terão nesta semana uma reunião com a Prefeitura para definir seu destino.
A administração municipal afirma que ofereceu abrigos temporários para as famílias e as cadastrou em programas habitacionais. Os moradores reclamam que não tiveram acesso à região durante o primeiro incêndio e que objetos pessoais foram perdidos.
Reintegração
Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o juiz Valentino Aparecido de Andrade, da 10ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, determinou a reintegração de posse de um terreno ocupado ao lado da marginal Tietê, na região do Bom Retiro. A área é de propriedade da Prefeitura de São Paulo, que pediu a reintegração. A presença da Polícia Militar foi solicitada pela Justiça.
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A SSP informou também que a invasão do terreno, localizado próximo da ponte Governador Orestes Quércia, conhecida como Estaiadinha, ocorreu no início de julho. Atualmente, cerca de 750 pessoas moram na área, que tem 4.000 metros quadrados e 600 barracos.
O local abrigava parte do Clube de Regatas Tietê, desativado no ano passado após a Prefeitura requisitar a devolução do terreno. A administração municipal pretende transformar o lugar em um centro esportivo. Ainda segundo a secretaria, a prefeitura informou ao juiz que a maioria dos que estão no local já foi cadastrada em um programa de habitação popular.
Vários protestos foram realizados desde a primeira decisão de reintegração, no dia 27 de agosto. A SSP afirma que acordo entre a administração municipal e lideranças suspendeu por duas vezes a desocupação, prevista inicialmente para agosto. A suspensão foi revogada pela Justiça no último dia 30 de outubro, quando foi expedido um novo mandado.
Para auxiliar o cumprimento da decisão judicial, foram destacados 150 policiais do 13º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano e 20 viaturas. A SSP informa que a PM participou de reuniões com representantes de órgãos envolvidos na ação.
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