São Paulo Novo vídeo mostra criança ferida após passar por escola denunciada por maus-tratos

Novo vídeo mostra criança ferida após passar por escola denunciada por maus-tratos

Mãe tirou filho da escola em 2014 depois de perceber os hematomas. Instituição nega e diz que imagens são forjadas 

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Depois das primeiras denúncias de maus-tratos na escola de educação infantil Colmeia Mágica, na zona leste de São Paulo, outras vítimas apareceram para relatar supostos abusos na unidade de ensino. À Record TV, uma mãe que não quis se identificar afirmou que tirou o filho da escola no ano de 2014 depois que ele voltou do local com diversos ferimentos.

"Meu filho ficava muito retraído quando eu ia deixá-lo. Ele se agarrava com toda força em mim, não queria ficar de jeito nenhum, chorava bastante, tinha vezes que chegava em casa com hematomas", contou a mulher.

 A Polícia Civil investiga o caso como tortura e já ouviu mais de 20 pessoas até agora, incluindo as proprietárias da escola. O episódio surgiu depois que vídeos com os maus-tratos foram divulgados nas redes sociais. 

Nessas imagens, ao menos quatro crianças estão amarradas com os braços envolvidos pelos panos em um banheiro — duas delas embaixo da pia. O fato gerou protesto dos pais dos alunos da Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica, que foram ao endereço da instituição na manhã desta terça-feira (15), com cartazes e gritos de ordem.

Eles souberam dos vídeos na última semana. Entretanto, a primeira denúncia havia sido registrada no início deste mês. Na quinta-feira (10), a polícia foi ao local para recolher os lençóis que teriam sido usados para amarrar as crianças, bem como o celular da proprietária da escola.

Escola diz que práticas das imagens nunca fizeram parte do dia-a-dia

Escola diz que práticas das imagens nunca fizeram parte do dia-a-dia

Reprodução/ Record TV

Outro lado

Em nota, as representantes da escola reconheceram que os vídeos e imagens de crianças amarradas foram gravados dentro de suas dependências, mas que o material foi forjado para prejudicar a instituição. Elas também disseram que "existem pessoas desconhecidas do núcleo escolar" em algumas entrevistas à imprensa.

"Os representantes da escola foram surpreendidos e ressaltam que tratam-se de imagens feitas sem a anuência, sem consentimento e desconhecidas da pratica escolar. Na mesma reunião foi informado que essa irracionalidade de imagens feitas e divulgadas, nunca, em hipótese alguma, fez parte do dia-a-dia da instituição", informaram as representantes. 

Sobre a morte de uma criança na escola em 2010, as representantes afirmaram que o bebê teve um mal súbito no primeiro dia de aula. "Foi prestada assistência e apoio em todo momento aos familiares e cooperação nas investigações e o caso foi arquivado", escreveram. 

"Mais do que ninguém a instituição quer saber o propósito dessas acusações incabíveis, inverídicas e aterrorizantes em que foram expostas. A escola foi 'condenada', antes das averiguações policiais e das investigações cabíveis. Sem uma comprovação confiável está sendo acusada cruelmente e injustamente."

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