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Número de roubos cresce pelo 14º mês seguido em SP

Indicadores de violência, com números absolutos, serão divulgados nesta segunda-feira 

São Paulo|Do R7

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Fernando Grella (esquerda) durante coletiva sobre operação na sexta-feira (22), que teve como objetivo enfraquecer o PCC
Fernando Grella (esquerda) durante coletiva sobre operação na sexta-feira (22), que teve como objetivo enfraquecer o PCC

O número de roubos continuou a crescer no Estado de São Paulo em julho, pelo 14.º mês seguido, mas o ritmo diminuiu. Considerando o mesmo período do ano passado, os latrocínios caíram pela metade e os furtos de veículos tiveram uma queda de 11,2% — os roubos de carros permaneceram praticamente estáveis, com variação de -0,4%. Os indicadores de violência, com os números absolutos, serão divulgados nesta segunda-feira (25), pela Secretaria de Segurança Pública, mas são alguns dos melhores registrados neste ano.

Depois de recordes sucessivos de delitos contra o patrimônio em 2014, alguns importantes tipos de crimes — com a exceção do roubo em geral — caíram no Estado. Os latrocínios registrados pela polícia, por exemplo, tiveram uma redução de 48% em comparação a julho de 2013 — de 31 registros para 16.


Os roubos em geral subiram 12,6%. Para os responsáveis pela segurança, isso representa uma diminuição do ritmo de crescimento. Em janeiro, esse crime havia aumentado 32,5% em relação a janeiro de 2013. Sucederam-se aumentos de 37,2%, 31,2%, 29,7%, e 33,6%, até que em junho a polícia comemorou quando o aumento foi de apenas 14,7%. Agora, o aumento foi um pouco menor.

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Um número importante, segundo os homens da Segurança Pública, é o total de roubos de veículos. Trata-se de um crime com baixa subnotificação, o que o torna um dos melhores indicadores de segurança pública — ao lado dos homicídios. A cúpula da Segurança Pública comemora os resultados.

PCC


A secretaria tem apostado em grandes operações contra o PCC, mudança nos comandos da Polícia Militar e operações da PM em bairros com altos índices de criminalidade. Na sexta-feira (22), a Polícia Civil deflagrou uma operação que terminou com a prisão de dois líderes da facção criminosa.

No mesmo dia, a PM levou 400 homens para a Vila Brasilândia, Vila Penteado e Parada de Taipas para reduzir os índices nos crimes de homicídio, roubos e furtos de veículo. O programa de saturação da PM é chamado de PrevPaz (Política Pública de Prevenção Criminal e Manutenção da Paz e da Ordem Pública). Encabeçada pelo coronel Glauco Silva Araújo, CPC (Comandante do Policiamento da Capital), a ação leva policiais do CPTran (Comando de Policiamento de Trânsito) para pegar motos roubadas e tirar o "cavalo" dos criminosos, além de homens do Choque.


A zona norte é a segunda região que recebe o PrevPaz. A primeira foi um dos extremos da zona sul, nos bairros do Capão Redondo, Jardim Ângela e Campo Limpo. Entre os dias 1.º e 10 de agosto, houve queda nos crimes de homicídio (60%), nos roubos de veículo (37,5%) e em furtos de veículos (36,6%), como explicou o secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, na sexta-feira, durante entrevista em São Bernardo do Campo, no ABC.

— É um trabalho que a polícia está fazendo dentro do seu planejamento. A polícia trabalha com informações, com dados e ela tem o dever de planejar, rever a sua atuação para alcançar os melhores resultados.

Naquele dia, a Polícia Civil realizou uma operação que Grella classificou como um "duro golpe" na estrutura do PCC. Foram presos Márcio Vital dos Santos, de 36 anos, conhecido como Tucano, e Alexsandro Gerônimo, de 34 anos, o MK. A dupla ocupava cargos de "sintonia final nacional", representando os interesses de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, fora da prisão. Os dois eram as autoridades do PCC na rua e davam ordens para o restante da facção que está dentro ou fora do sistema nacional.

Resolução

Os esclarecimentos de crimes, porém, continuam baixos. De fato, o risco de alguém ser indiciado ou preso depois da prática de um crime no Estado continua sendo de apenas 2%. Há distritos em São Paulo que não prenderam ninguém neste ano, segundo os dados da secretaria - são as oito delegacias do idoso da capital. Duas Delegacias de Defesa da Mulher prenderam apenas uma pessoa durante o primeiro semestre.

Finalmente, três distritos policiais — 21.º DP (Vila Matilde), 28.º DP (Freguesia do Ó) e 52.º DP (Parque São Jorge) só detiveram uma pessoa por meio de mandado judicial durante o primeiro semestre. Para se ter ideia do contraste, delegacias como 49.º DP (São Mateus) e 47.º DP (Capão Redondo) prenderam 130 e 111 pessoas, respectivamente, por meio de mandado.

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