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Ônibus são incendiados durante reintegração de posse de terreno da USP

Polícia Militar acompanha retirada de cerca de 300 moradores da área

São Paulo|Da Agência Record

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Três ônibus foram incendiados na USP nesta manhã
Três ônibus foram incendiados na USP nesta manhã

Ao menos três ônibus foram incendiados durante uma reintegração de posse que acontece desde a manhã desta terça-feira (23), em um terreno localizado na rua Baltazar Rabelo, atrás do Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo).

O terreno, pertencente à universidade, foi ocupado por cerca de 300 pessoas desde a madrugada de sábado (20). A maioria dos invasores é moradora da favela São Remo, que cerca a universidade. A ocupação é apoiada pelo Sintusp (Sindicato dos Funcionários da USP). 


De acordo com Magno Carvalho, diretor do Sintusp, cerca de 50% das pessoas que ocuparam o terreno são funcionários terceirizados da própria universidade que moram na favela São Remo e precisaram de um local maior para se instalarem.

A PM acompanha a reintegração desde as 6h50 desta terça-feira. De acordo com a corporação, 91 homens — sendo 41 da Tropa de Choque e 50 do policiamento local — estão no local. A PM declarou que não houve nenhum registro de confusão durante a ação no terreno. O incêndio dos ônibus ocorreu na Cidade Universitária, próximo a Prefeitura da USP e ninguém foi detido.


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No entanto, segundo a Sintusp, os ônibus foram queimados porque moradores do terreno não teriam sido comunicados da reintegração de posse pela polícia e nem pela Justiça. Há relatos também de que os policiais agiram com força bruta para iniciar a reintegração e por isso houve a resistência.


Outro lado

A USP esclarece, em nota, que a liminar de reintegração de posse da área da quadra 10, localizada atrás do Hospital Universitário, foi concedida no último domingo (21). "Essa ação se coaduna com a responsabilidade de manter a integridade dos espaços que compõem o patrimônio da universidade, incluindo a área desocupada necessária para as suas atividades", diz o texto.

Ainda de acordo com o texto, a USP diz reconhecer "a gravidade dos problemas sociais e habitacionais da população, evidentes na área adjacente já ocupada da Comunidade São Remo. Por isso, participa do desenvolvimento de ações de reurbanização, em parceria com as Secretarias Estadual e Municipal da Habitação, bem como com a Secretaria Estadual do Planejamento, que tem por objetivo oferecer à comunidade do entorno infraestrutura habitacional, de saúde e de educação".

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