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Os caçadores da história paulista

Publicitário tem mais de 3.000 itens sobre o movimento de 1932

São Paulo|Do R7

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Desfile em homenagem aos heróis, realizado na Academia do Barro Branco, em São Paulo (SP), nesta quarta-feira (9)
Desfile em homenagem aos heróis, realizado na Academia do Barro Branco, em São Paulo (SP), nesta quarta-feira (9)

Para os colecionadores, qualquer objeto que remeta àqueles dias de "batalhas pela democracia" tem espaço cativo em casa. Neto de revolucionários dos lados paterno e materno, o publicitário Ricardo Della Rosa, de 41 anos, tem cerca de 3.000 itens referentes ao movimento de 1932 - só fotografias, são 900, mas há também cartas, documentos, distintivos, postais, pins, medalhas, capacetes.

Um de seus avós, Manoel Maia Neto, era sobrinho de Júlio Prestes.


— Minha família toda se engajou na revolução. Então, desde a infância, essas histórias estavam presentes em casa, algo muito forte.

Della Rosa diz que com "20 e poucos anos" começou a colecionar itens de guerra.


— Aí minhas tias começaram a me presentear com itens de 1932, em geral de meus antepassados. Fui tomando gosto por guardar essas coisas. Depois passei a adquirir itens que foram de outros combatentes.

Em 2010, decidiu "abrir a coleção". Criou um blog (www.tudoporsaopaulo.com.br) e ali posta histórias dos itens que tem em casa. Seu objeto favorito?


— É algo muito simples, mas que tem valor grande para mim. Trata-se de um cartão-postal que meu avô enviou para a minha avó, quando ele estava no front e ela morava na casa onde minha mãe nasceu, no bairro da Lapa.

Com base nos itens de sua coleção, o publicitário começou a produzir uma série de videodocumentários.


O empresário Raul Corrêa da Silva, de 59 anos, coleciona itens referentes à Revolução desde os 13 anos. Em sua casa, são mais de 60 livros sobre o movimento paulista, além de pautas de músicas da Revolução, revistas de época, artigos de jornais e uma escultura que homenageia o soldado constitucionalista paulista.

— Guardo porque é importante preservar nossa memória, nossa história.

Mais web

Outro colecionador é o jornalista e pesquisador Douglas Nascimento, de 39 anos. Em sua casa, há dezenas de objetos relacionados ao episódio histórico. Ele mantém o site São Paulo Antiga (www.saopauloantiga.com.br), e foi por causa da internet que a coleção começou. Nascimento tem capacete e até o ex-libris do jornal O Estado de S. Paulo em alusão à revolução. 

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