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Padrasto do menino Pedrinho morto em 2008 em Ribeirão Preto é preso após decisão do STF

A mãe do menino de 5 anos de idade e o padrasto espancaram o filho até a morte 

São Paulo|Do R7

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Juliano Gunello, padrasto do menino Pedrinho na época do crime
Juliano Gunello, padrasto do menino Pedrinho na época do crime

Na manhã desta sexta-feira (19/02), a Polícia Civil prendeu, em Ribeirão Preto, Juliano Gunello, o padrasto do menino Pedro Henrique Marques Rodrigues, o Pedrinho, morto em 12 de junho de 2008. Ele foi levado ao IML para exame de corpo delito e depois levado para a Cadeia de Santa Rosa de Viterbo.

O Padrasto e Kátia Marques, mãe do menino, foram condenados em segunda instância pelo crime de tortura, mas permaneceram em liberdade. O pedido da prisão partiu do Ministério Público com base em recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de autorizar que condenados em segunda instância sejam detidos.


Para o promotor José Roberto Marques, responsável pelo caso desde o início, a prisão do padrastro foi uma vitória da justiça.

— Agora esperamos que a mãe também seja presa — ressalta o promotor.


Marques destacou também a importância da delegada Maria Beatriz Cardozo Vergueiro de Moura Campos.

— Ela foi fundamental na investigação. Fez um trabalho brilhante com sua equipe, assim como os peritos do IML.


Quem também teve uma parcela importante nesses últimos dias que antecederam a prisão do padrastro foi Sandra Domingues, fundadora da ONG Justiça É o Que Se Busca. Ela mandou um e-mail ao Centro de Apoio em São Paulo, com cópia para o promotor do caso, pedindo para voltarem ao assunto, já que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de autorizar que condenados em segunda instância sejam detidos, dessa maneira, tanto o padrasto como a mãe de Pedrinho poderiam ser presos.

O promotor José Roberto Marques durante entrevista para o Balanço Geral SP, comandado pelo apresentador Rodrigo Pagliani
O promotor José Roberto Marques durante entrevista para o Balanço Geral SP, comandado pelo apresentador Rodrigo Pagliani

Entenda o caso


Dia 12 de junho de 2008. Pedrinho, cinco anos de idade – nascido em 13 de fevereiro de 2003 – foi levado ao hospital Santa Lydia. em Ribeirão Preto, interior do Estado de São Paulo, por sua mãe, Katia Marques, que afirmava ter o menino ingerido um produto que tira mancha de roupas, Semorin. O menino apresentava parada cardiorespiratória e não resistiu. No entanto, o laudo apresentou outras circunstâncias para o óbito do menino.

Pedrinho tinha hematomas por todo o corpo, possivelmente causadas por pancadas ou tombos, duas fraturas no punho direito, além de fraturas em ossos longos, o que causou embolia gordurosa (segundo os médicos, esse tipo de fratura libera células gordurosas que entram na corrente sanguínea, se misturando à medula óssea e seguem para os pulmões... os casos capilares são obstruídos causando a embolia).

Para os peritos, o menino teria sido chacoalhado e, durante a ação, quebrou o punho. Essa fratura teria acontecido no dia da morte. Os hematomas foram causados em dias anteriores. Imediatamente foram considerados suspeitos a mãe e o padrasto, Juliano Gunello.

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