São Paulo Pai pede transferência de filho internado por marmita envenenada

Pai pede transferência de filho internado por marmita envenenada

Pai diz que menino, que não consegue falar ou se mexer, não estaria sendo acompanhado por neurologista. Hospital nega as reclamações 

  • São Paulo | Thays Reis, da Agência Record

Menino se alimenta por sonda e só consegue mexer mãos e pés

Menino se alimenta por sonda e só consegue mexer mãos e pés

Reprodução/ Record TV

Flávio Araújo, o pai do menino internado após comer de uma marmita envenenada, quer a transferência do filho, Fábio Abraão Jorge de Araújo, de 11 anos, do Hospital Geral de Pirajussara para o Hospital Darcy Vagas. De acordo com o pai, o hospital em que o menino está atualmente não oferece um médico neurologista que faça acompanhamento frequente ao menino.

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Em nota, a secretaria estadual de Saúde, responsável pelo local, disse que as "informações que não condizem com a assistência prestada" e que o menino é acompanhado "por equipe multidisciplinar, envolvendo inclusive a área de neurologia, além de pediatria, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e o serviço social".

O Hospital Darcy Vargas já sinalizou positivamente com uma vaga de internação. Porém, o pai depende da liberação da equipe médica do hospital em que está, que ainda não conseguiu.

O menino permanece internado no quarto do Hospital Geral de Pirajussara, com febre, mas em estado estável. Ele continua recebendo alimentação pela sonda, conseguindo abrir os olhos e mexer um pouco os pés e as mãos, mas ainda não consegue falar nem reconhecer as pessoas.

Além do menino, a irmã dele e outras duas pessoas em situação de rua comeram a marmita envenenada com chumbo. A irmã dele chegou a ser internada, mas já passa bem, enquanto os dois homens que receberam a marmita na rua morreram após ingerir o alimento. 

A Delegacia de Itapevi segue investigando o caso para descobrir os responsáveis pelo envenenamento das marmitas. O laudo descarta que elas tenham sido envenenadas dentro da cozinha onde as comidas foram preparadas.  Os policiais acreditam que a contaminação teria ocorrido dentro do posto de combustíveis, logo depois que os voluntários entregaram as doações aos moradores de rua.

O caso

Vagner Aparecido Gouveia de Oliveira, de 37 anos, e José Araujo Conceição, de 61 anos, morreram no dia 22 de julho após comerem da quentinha. Uma cachorra também morreu. De acordo com a Polícia Civil, a contaminação das marmitas aconteceu dentro do posto de gasolina onde os sem teto estavam, momentos depois que as marmitas foram entregues.

A Delegacia de Itapevi continua com as investigações para descobrir o autor do crime, responsável por colocar chumbinho nas quentinhas. Uma das hipóteses é que o crime tenha ocorrido por vingança.

Na semana passada, laudos apontaram "a existência de uma substância chamada Terbufos no alimento das vítimas", de acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública). O caso é investigado como homicídio e tentativa de homicídio.

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