Para defesa de Matsunaga, não há dúvidas de que Elize irá a júri popular
Interrogatório de Elize deve ocorrer em dezembro
São Paulo|Ana Ignacio, do R7

O futuro do julgamento de Elize Matsunaga, assassina confessa de Marcos Matsunaga, ex-executivo da Yoki, pode ser decidido em dezembro deste ano, quando uma nova audiência de instrução do caso — que define se Elize irá a júri popular — será realizada. Até agora, ocorreram duas audiências e o advogado da família de Matsunaga, Flávio D'Urso, declarou que acredita que há poucas chances de Elize não ir a júri popular.
— Não tenho dúvida de que ela vai a júri. É só depois de ouvir todo mundo que define, mas não tem como não ir. Não existe essa possibilidade. Como ela confessou o homicídio, não tem alternativa, ela vai ser julgada pelo júri.
Na última segunda-feira (12), a Justiça ouviu testemunhas do caso e adiou para dezembro o interrogatório de Elize — que inicialmente estava programado para ocorrer na própria segunda-feira. Além disso, a defesa de Elize quer ouvir Natália Vila Real Lima, suposta amante de Marcos. Ela não compareceu à audiência por não ter sido encontrada.
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Após terminados todos os depoimentos, a próxima fase será o interrogatório de Elize. Por último, o juiz concede um prazo de 15 dias para as alegações finais. Na sequência, o magistrado terá um período para decidir se Elize irá a júri popular.
O caso
O corpo do empresário foi encontrado, cerca de uma semana após o desaparecimento, cortado em pedaços e colocado em sacolas plásticas.
A mulher do empresário, Elize Matsunaga, 30, confessou o crime e o esquartejamento no dia 6 de junho. A Polícia Civil afirmou que o assassinato pode ter tido motivação passional. De acordo com as investigações, Elize suspeitava que o marido estivesse tendo um caso e contratou um detetive particular para segui-lo. O profissional confirmou a traição.
De acordo com a versão da mulher, Matsunaga foi morto com um tiro após uma discussão entre o casal, onde ela teria sido agredida. Depois, ela esquartejou sozinha o corpo e guardou os pedaços em sacolas plásticas. A câmera de segurança do elevador do prédio onde ela vivia com o marido mostrou Elize saindo de casa com três malas. Ela confirmou à polícia que o corpo do marido estava nas malas.
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Relembre o caso:
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