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Para paulistanos, Cracolândia precisa de políticas públicas

De acordo com pesquisa da Rede Nossa São Paulo, combate ao tráfico de drogas também está entre as principais medidas a serem adotadas

São Paulo|Do R7

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Cracolândia: combate ao tráfico foi mencionado por 59% dos entrevistados
Cracolândia: combate ao tráfico foi mencionado por 59% dos entrevistados

O combate ao tráfico de drogas e a criação de políticas públicas são, na opinião do paulistano, as principais medidas a serem adotadas na Cracolândia, na região central da capital paulista. O diagnóstico é resultado de pesquisa Ibope, encomendada pela Rede Nossa São Paulo, sobre temas relacionados à assistência social na cidade.

Dos entrevistados, o combate ao tráfico foi mencionado por 59% como principal medida a ser adotada na Cracolândia. A segunda ação mais mencionada foi o desenvolvimento conjunto de políticas públicas, envolvendo áreas da saúde, segurança, assistência social, educação, trabalho e renda.

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A terceira colocada (43%) entre as medidas mais citadas foi a construção de unidades de saúde especializadas para atender exclusivamente aos usuários de drogas. Foram entrevistadas 800 pessoas entre os dias 5 e 22 de abril.

O incentivo à criação de projetos sociais de apoio aos usuários de drogas é visto por 33% como ação importante para a região da Cracolândia. Para 27%, a Prefeitura de São Paulo deveria fazer parceria com o governo estadual para intensificar a ação da polícia e cuidar das famílias que residem na área e precisam conviver com o tráfico e os usuários de drogas.

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Dos entrevistados, 23% apontam que deve haver incentivo à instalação de empresas, comércios e centros culturais no local. E outros 23% defendem o uso das Forças Armadas para o combate ao tráfico e ao consumo de drogas na região.

Drogas

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Em maio, o jornal O Estado de S. Paulo apurou que um ano após ser alvo de uma megaoperação policial, a Cracolândia resiste, com o fluxo espalhado pelo centro de São Paulo.

No "quadrilátero da droga", porém, o cenário mudou: usuários dividem território com espigões residenciais de 17 andares, recém-construídos. Com obras, desapropriações e demolições em andamento, frequentadores e moradores vivem clima de incerteza - e o acirramento da tensão tem provocado conflitos com guardas-civis e policiais, e até invasões nos novos prédios.

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Pontos de droga

Levantamento inédito do Departamento Estadual de Narcóticos (Denarc) aponta que há ao menos 275 pontos de venda de droga no varejo na cidade de São Paulo.

O mapeamento indica, ainda, que o crack se disseminou e já é vendido em cerca de 80% das biqueiras - como são chamados os locais de tráfico. Com a expansão do comércio, a Polícia Civil agora também mira as áreas denominadas de minicracolândias e planeja operações.

Na avaliação de policiais, a fragmentação dos "fluxos" facilita a realização de operações contra o tráfico.

Morador de rua

Para os paulistanos entrevistados, a melhora das condições da população em situação de rua passa, principalmente, pela ampliação de políticas públicas de acolhimento (Centros de Acolhida, os Centros de Acolhida Especiais e Centros Temporários de Acolhimento).

A capacitação com foco na capacitação profissional para inserção no mercado de trabalho também é entendida como medida importante.

De acordo com a pesquisa, a ampliação de políticas de habitação e de atendimento social e assistencial é indicada por cerca de dois terços dos paulistanos como maneira mais apropriada de tratar a questão de pessoas em situação de rua.

O estudo da Rede Nossa mostrou ainda que o acesso ao primeiro emprego e à educação integral são entendidos pelos paulistanos como formas de garantir oportunidades e reduzir o grau de vulnerabilidade das crianças e adolescentes em São Paulo.

Segundo a pesquisa, 77% concordam plenamente que políticas de estímulo ao primeiro emprego, como a lei do aprendiz, garantem mais oportunidades para os jovens e 68% concordam totalmente que ampliar a oferta do ensino em tempo integral afasta crianças e adolescentes de situações de vulnerabilidade social.

Outros 63% discordam que trabalhar é mais importante para a formação das crianças do que o estudo. Para 47%, medidas socioeducativas são a melhor solução para as crianças e adolescentes que desrespeitaram as leis.

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