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Paralisação de motoristas de ônibus em SP é ilegal, diz Ministério Público do Trabalho

Segundo o órgão, o sindicato não respeitou prazo mínimo de 72 horas de aviso prévio para o início da greve

São Paulo|Do R7

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Passageiros no Terminal Bandeira, em São Paulo. Ônibus pararam de circular
Passageiros no Terminal Bandeira, em São Paulo. Ônibus pararam de circular

O Ministério Público do Trabalho considerou ilegal a paralisação de motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo realizada nesta quarta-feira (29). Segundo a procuradora Maria José Sawaya, os grevistas não respeitaram o prazo mínimo de 72 horas de aviso prévio antes do início da paralisação.

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A avaliação sobre a ilegalidade foi comunicada ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que julga nesta tarde o dissídio da categoria, ou seja, decidirá sobre a negociação entre motoristas e grevistas e o sindicato patronal. A sessão começou às 15h, e, após seu fim, o Sindmotoristas fará uma nova reunião para decidir sobre o seguimento ou não da paralisação.


A greve começou à 0h desta quarta e deve durar 24 horas. Ela acontece duas semanas após a última paralisação, em 14 de junho. O reajuste salarial de 12,47%, retroativo a maio, já havia sido acordado entre patrões e empregados. No entanto, restaram pontos da negociação a ser definidos, e os trabalhadores pedem, por exemplo, que horas de almoço sejam remuneradas.

Greve

Segundo a SPTrans, a greve afetou 1,5 milhão de passageiros na manhã desta quarta. Além disso, a falta de coletivos prejudicou o trânsito na cidade. Apesar da suspensão do rodízio e da liberação do uso de faixas e corredores de ônibus por automóveis, o congestionamento chegou a 146 quilômetros às 9h, de acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). A paralisação afeta 675 linhas e 6.008 ônibus.

A SPTrans, empresa municipal que administra o serviço de ônibus, alega que o sindicato não cumpriu a decisão judicial de manter 80% da frota no horário de pico e 60% fora dele. A prefeitura quer que a Justiça trabalhista aumente o valor da multa pelo descumprimento, que é de R$ 50 mil.

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