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Parque Augusta tem obras liberadas com supervisão de arqueologia

Iphan queria interromper trabalhos por terreno ter potencial arqueológico. Acordo envolveu o órgão e a Secretaria do Verde e Meio Ambiente de SP

São Paulo|Joyce Ribeiro, do R7

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Obras foram liberadas pelo Iphan, mas não pode haver movimentação de terra
Obras foram liberadas pelo Iphan, mas não pode haver movimentação de terra

As obras do futuro Parque Augusta, na região central de São Paulo, foram liberadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em São Paulo (Iphan), mas não poderá haver movimentação de terras. A decisão foi tomada em reunião na tarde desta terça-feira (7) depois de o órgão pedir a paralisação dos trabalhos sob a justificativa de que o terreno tem "grande potencial arqueológico".

O que motivou o Iphan a tentar barrar a obra foi o fato de que a área poderia abrigar vestígios de populações indígenas anteriores ao domínio português, dos primeiros habitantes da capital paulista e de edifícios do século XX.


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Participaram do encontro representantes da autarquia federal e da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. Foi acordado que a obra está liberada desde que não envolva trabalho de arqueologia. A prefeitura ainda terá de enviar um ofício ao Iphan com todas as informações técnicas relacionadas à implantação do parque. 


A Secretaria do Verde terá acompanhamento e apoio técnico do Centro de Arqueologia do Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura. Para definir um plano de trabalho, um encontro será agendado nos próximos dias. O objetivo é que a obra atenda à legislação federal vigente de arqueologia.

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Em nota, o Iphan informou que o órgão e a Prefeitura de São Paulo "estão de acordo sobre a importância de preservar e promover o Patrimônio Cultural Brasileiro, em especial, a história e a memória da capital paulista".

A prefeitura destacou que todo o processo de construção do parque foi acompanhado e aprovado pelo Conpresp (Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo).


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Entrega do parque

O parque deve ser entregue à população no segundo semestre. Na primeira etapa da construção, estão previstas intervenções para restauração do Portal (que fica em frente à rua Caio Prado) e da Casa do Bosque, um remanescente de construções antigas no terreno.

O parque terá cinco entradas, sendo três abertas ao público na rua Augusta e na rua Caio Prado, com outras duas para serviço. Na etapa de manejo, estão previstas remoções de árvores mortas e com o estado ruim, já outras serão retiradas de pontos específicos para transplante em outros locais do parque.

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Para descanso, estão previstas áreas com espreguiçadeiras e um redário. Na parte de lazer, haverá um cachorródromo de 450 metros quadrados, prática de slackline, equipamentos de ginástica para terceira idade e um playground, com brinquedos inclusivos.

Dentro do parque também serão instaladas 19 lixeiras e oito bebedouros, além de três bicicletários e sanitários públicos.

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