Passe Livre faz segunda manifestação contra aumento de tarifas em SP
Manifestantes partiram da estação dá Luz em passeata até a prefeitura
São Paulo|Da Agência Brasil

O MPL (Movimento Passe Livre) iniciou, no final da tarde de hoje (19), a segunda manifestação do ano contra o aumento das tarifas do transporte coletivo na capital paulista. Os manifestantes partiram da estação dá Luz, na região central da cidade, em passeata até a prefeitura, no viaduto do Chá, onde a manifestação deve acabar.
Eles protestam contra o reajuste (que foi suspenso pela Justiça) da tarifa dos bilhetes temporais (mensal e semanal) e da integração da CPTM (Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos) e do Metrô de São Paulo.
“Ao aumentar as tarifas em mais que o dobro da inflação, Dória e Alckmin penalizam a população mais pobre da cidade, que moram em lugares afastados por não ter condições de morar em regiões centrais. Esse aumento institui praticamente uma cobrança proporcional no sistema de transportes: paga mais quem percorre maiores distâncias. Tal lógica vai na contramão da condição de direito social do transporte público, reconhecido constitucionalmente”, destacou o movimento, em nota.
Apesar da decisão da prefeitura e do governo do estado de elevar o preço das passagens – com o aumento de R$ 5,92 para R$ 6,80 na integração e de R$ 140 para R$ 190 no bilhete mensal – as tarifas estão com o valor congelado por determinação de uma liminar da Justiça. Ontem, pela segunda vez, o Tribunal de Justiça (TJ) negou recurso do governo do estado, e manteve a decisão de primeira instância em vigor até o julgamento pelo colegiado do TJ.
Em nota, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos informou que as tarifas de integração do Metrô e da CPTM foram alteradas e voltaram a ter o preço praticado antes do reajuste. Segundo o órgão, “o atendimento da ordem liminar impacta financeiramente de forma drástica e prejudicial o sistema de transporte e os cofres do governo do estado”. De acordo com o governo paulista, se a decisão que proibiu o reajuste for mantida, o impacto financeiro em 2017 será de R$ 220 milhões.














