Paulistanos gastam em média uma hora e meia no trajeto casa-trabalho
Pesquisa indica que morador do Itaim Bibi demora 45 minutos, enquanto aquele que vive em Cidade Tiradentes leva 2h45 no percurso
São Paulo|Do R7

Os paulistanos gastam, em média, uma hora e meia, todos os dias, para ir e voltar do trabalho. A informação faz parte do levantamento da Prefeitura de São Paulo, com base nos dados das Pesquisas Origens e Destino feitas pelo Metrô, com o objetivo de analisar as mudanças ocorridas na mobilidade do município entre 2007 e 2017.
Veja também: Operação de combate a crimes contra mulher prende 70 suspeitos
O tempo médio de viagem na capital teve queda de 12,8%, passando de 42 minutos em 2007 para 37 minutos em 2017. A maior redução ocorreu nas viagens a pé, que passaram de 16 para 12 minutos. Os coletivos também diminuíram o tempo de viagem (11,9%): de 71 em 2007 para 62 minutos em 2017.
Mas quando o motivo do deslocamento é o trabalho, há uma grande disparidade na duração das viagens dependendo da região. Enquanto um morador do Pari ou do Itaim Bibi demora menos de 45 minutos no trajeto, o que vive em Cidade Tiradentes, no extremo leste, leva cerca de 2 horas e 40 minutos para chegar ao trabalho. Isso ocorre porque, em geral, os empregos e serviços estão concentrados no Centro Expandido.
Leia mais: Dois são presos e um morre em ação da polícia em Taboão da Serra (SP)
O levantamento mostra ainda que em 2017 houve um crescimento de 10,3% das viagens diárias em toda Região Metropolitana em comparação a 2007, passando de 38,1 milhões para 42 milhões. O índice é superior ao crescimento da população (6,6%) e de empregos (3,3%) no período. Tal fenômeno também pôde ser visto na capital paulista, que registrou 24,9 milhões viagens por dia (crescimento de 10,2%).
O número de viagens realizadas depende de diversos fatores, como renda domiciliar, idade e nível de escolaridade, além da presença ou não da malha de transportes de massa.
Em São Paulo, apesar do crescimento de 7,5% das viagens não motorizadas (a pé ou de bicicleta), as viagens motorizadas aumentaram 11%. O resultado é mais acentuado na Lapa, Vila Leopoldina, Barra Funda e no Morumbi. Já o distrito Jardim Helena, na zona leste, é o único da cidade onde o número de viagens não motorizadas é maior.
Leia também
Nas periferias, o estudo indicou aumento do uso do transporte individual e a ampliação do acesso aos carros entre os grupos de menor renda. O trabalho ainda é o principal motivo das viagens em São Paulo (45% do total), sendo realizados 11,6 milhões de deslocamentos todos os dias, seguido pela educação, com 8,5 milhões de viagens/dia.
Os dados são das Pesquisas Origens e Destino feitas pelo Metrô a cada dez anos na Região Metropolitana de São Paulo, para orientar os projetos de transporte e expansão da rede pública de transporte.














