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Perueiros de escolas municipais de SP fazem manifestação

Categoria diz que não tem aumento de salários há oito anos; eles transportam 71 mil crianças

São Paulo|Do R7

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Motoristas de peruas escolares realizam carreata até a prefeitura no Viaduto do Chá no centro de SP, na manhã desta quinta-feira
Motoristas de peruas escolares realizam carreata até a prefeitura no Viaduto do Chá no centro de SP, na manhã desta quinta-feira LEANDRO MARTINS/ESTADÃO CONTEÚDO

Condutores do TEG (Transporte Escolar Gratuito) fazem uma manifestação por reajuste salarial na manhã desta quinta-feira (16). A categoria não tem aumento de salários há oito anos e alega que a previsão orçamentária para o serviço, oferecido pela prefeitura para estudantes da rede municipal que moram a mais de 3 km da escola, não é suficiente. O orçamento deste ano destina R$ 127 milhões ao TEG, tanto para o convencional quanto para o especial, reservado a estudantes que apresentam algum tipo de deficiência.

A cidade de São Paulo tem 12.012 condutores do TEG, que transportam 71 mil crianças diariamente. Segundo uma porta-fiz da Secretaria Municipal de Educação, todos os anos os perueiros são empregados com contratos emergenciais.


— Isso é inaceitável, pois estamos falando de um serviço que envolve crianças.

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Atualmente, a maioria dos condutores é autônoma ou PJ (pessoa jurídica), mas a secretaria prevê uma mudança no sistema de licitação.

Na quarta-feira (15), os perueiros tiveram um encontro com o prefeito Fernando Haddad, que afirmou não ter como atendê-los, uma vez que já há um déficit no orçamento da prefeitura e não há recursos para o aumento pedido. Ainda assim, segundo a porta-voz, os transportadores esperam, para os próximos 15 dias, uma resposta do Tesouro Municipal que prestigie a categoria.

Os manifestantes partem de três regiões da cidade em direção à prefeitura. Ainda não há como estimar quantos perueiros aderiram ao protesto. Um número grande de transportadores se concentrou em Interlagos, na zona sul da capital. Os outros saíram do Campo de Marte e de Aricanduva. Segundo a CET, eles encerraram a manifestação por volta das 11h50, na altura do viaduto do Chá, perto da rua Líbero Badaró.

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