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PF combate fraudes em licitações e corrupção no Vale do Paraíba (SP) 

Cumprimento de mandados ocorre em Aparecida, Guaratinguetá, Potim, Taubaté e São Paulo contra grupo de empresários

São Paulo|Do R7

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PF combate fraudes em licitações e corrupção no Vale do Paraíba (SP)
PF combate fraudes em licitações e corrupção no Vale do Paraíba (SP)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (15) a Operação QUID PRO QUO contra a corrupção, associação criminosa, fraude em licitações e lavagem de dinheiro no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. As ações ocorrem em Aparecida, Guaratinguetá, Potim, Taubaté e São Paulo.

São cumpridos 12 mandados de busca, 9 medidas cautelares de suspensão de exercício de função pública, 2 medidas cautelares de suspensão de atividades econômicas e 1 medida cautelar de recolhimento domiciliar, além do bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens dos investigados.

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A investigação é um desdobramento da Operação Phármaco, deflagrada pela Polícia Federal em maio de 2020, para apurar fraude em licitações, desvio de verba da saúde e superfaturamento no preço de medicamentos fornecidos à Prefeitura de Piquete.

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A análise dos materiais apreendidos revelou a associação criminosa de um grupo de empresários para fraudar licitações e dispensas de licitações em diversas prefeituras do Vale do Paraíba e regiões, destinadas à aquisição de medicamentos e insumos médico-hospitalares.

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Segundo a polícia, mesmo em meio à pandemia de covid-19, houve fraudes na compra de sacolas plásticas para embalar cadáveres de vítimas do novo coronavírus.

Esquema criminoso

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O grupo manipulava orçamentos estimativos e a montagem de editais. Eles entregavam produtos superfaturados, em quantidade inferior ou diversos do objeto do contrato. O vencedor já estava acertado por meio de ajuste prévio com servidores públicos municipais.

Em troca das cotações, a empresa que cedia o logo cobrava um percentual sobre o valor a ser recebido pela empresa fornecedora do ente municipal, a "terceirização" do fornecimento de parte dos lotes vencidos nos certames e, até mesmo, o "empréstimo" da firma para participar em licitações.

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Os servidores públicos municipais recebiam vantagens econômicas, como remédios, cestas básicas, pagamento de festas de final de ano, empréstimo de imóvel na praia, pagamento de cartões de crédito, consertos de carro e pagamento da mensalidade escolar dos filhos.

Parte do dinheiro recebido de forma ilícita era ocultado em contas bancárias e bens móveis (carros de luxo e embarcações náuticas) registrados em nome de "laranjas", com o auxílio de funcionários de uma agência bancária.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa ou passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. As penas máximas podem chegar a 29 anos de prisão.

O nome QUID PRO QUO, em latim, significa "tomar uma coisa por outra" ou "toma lá dá cá".

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