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PF inicia operação de combate ao contrabando de migrantes

Autoridades cumprem três mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão em São Paulo (SP)

São Paulo|Giuliana Saringer, do R7

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Operação foi batizada de Big Five
Operação foi batizada de Big Five

A PF (Polícia Federal) inicia nesta terça-feira (20) operação de combate ao contrabando de migrantes e terrorismo. As autoridades cumprem três mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão em São Paulo (SP). 

As investigações da operação Big Five contaram com a cooperação policial internacional e da agência norte americana de imigração Ice Customs Enforcement. 


Segundo as investigações da PF, "estrangeiros domiciliados em São Paulo estariam liderando organização criminosa voltada à prática de migração ilegal de diversas pessoas para os EUA".

As autoridades utilizaram meios como cooperação jurídica internacional e interceptação telefônica e de e-mails, dentre outras medidas investigativas para analisar o caso. A PF apurou que o grupo criminoso conseguia passaportes e/ou vistos brasileiros falsos em países da África Oriental de onde partiam os migrantes ilegais com destino a São Paulo.


Chegando em São Paulo, os migrantes eram recebidos por membros da organização criminosa e tinham os passaportes retidos. As pessoas ficavam hospedadas na região central de São Paulo e seguiam para Rio Branco, no Acre, onde a atravessavam a fronteira com o Peru e prosseguiam por via terrestre — de ônibus, barco, carona e a pé — até a fronteira do México com os Estados Unidos.

Dentre os migrantes enviados ilegalmente aos Estados Unidos estão dois somalis suspeitos de terrorismo, presos nos EUA. 


A PF identificou que um dos membros da organização criminosa detinha na sua página em rede social a divulgação de símbolos e personagens nazistas.

Os investigados podem responder pelos crimes de contrabando de migrantes (qualificado pela submissão a condições desumanas e degradantes), organização criminosa, falsificação de documento público e divulgação do nazismo, com penas de três a oito anos de prisão. 

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