São Paulo Pitbull queimado no interior de São Paulo morre após parada cardíaca

Pitbull queimado no interior de São Paulo morre após parada cardíaca

Chamado de Titan, cachorro foi enrolado em um cobertor e queimado na cidade de Limeira. Rosto, costas, patas e rins estavam comprometidos

PItbull queimado vivo

Cachorro havia sido resgatado por ONG

Cachorro havia sido resgatado por ONG

Divulgação/ALPA Limeira

O cachorro Titan, que havia sido resgatado por uma ONG após ter sido enrolado em um cobertor e queimado na cidade de Limeira, no interior de São Paulo, morreu na manhã deste domingo (18). A informação foi confirmada pela ALPA (Associação Limeirense de Proteção aos Animais), responsável pelo resgate.

Segundo publicação da entidade, o cão da raça pitbull foi a óbito às 6h, após sofrer uma parada cardíaca. Seu estado era considerado grave, com queimaduras no rosto, nas vias aéreas, nas costas e nas patas. Os rins também estavam comprometidos.

"Desde que ele foi encaminhado à clínica veterinária, a questão dos rins era a mais grave. Não havia urina, apenas sangue. Colocaram uma sonda e fizemos o possível para que ele se recuperasse. Por volta da 1h30 de domingo, ele já começou a apresentar dificuldades respiratórias e foi entubado", relata Cassiana Fagoti, porta-voz da ALPA, em entrevista ao R7.

Cassiana completa que o corpo será encaminhado para necropsia na segunda-feira (19) para investigação de maus-tratos e sepultado em seguida no Cemitério de Animais em Piracicaba, no interior de São Paulo.

O resgate

O animal havia sido resgatado na madrugada do sábado (17) após uma denúncia. Pouco antes, um morador da área havia despejado um balde d'água sobre o bicho para controlar o fogo. Cassiana afirma que, pelo porte, Titan parecia um cão jovem, com idade entre um e dois anos. 

Para identificar o autor do crime, a ALPA pede ajuda da população. "Será feito um boletim de ocorrência e testemunhas serão ouvidas. No local, não há câmeras de segurança, mas será feita uma varredura na região" para "encontrar imagens e outras informações".

Até este domingo, Cassiana aponta que a organização ainda não recebeu nenhuma denúncia relativa ao caso.