PM atribui confrontos a 'descumprimento' de acordo
Confusão começou quando os manifestantes anunciaram que subiriam a rua da Consolação
São Paulo|Do R7
O comando da Polícia Militar atribuiu os confrontos no protesto dessa quinta-feira, 13, contra o aumento da tarifa de transporte coletivo a um suposto descumprimento de um acordo feito com os manifestantes. O coronel responsável pela operação, Reynaldo Rossi, afirmou que o trajeto combinado começaria na praça Ramos de Azevedo, passaria pela praça da República e terminaria na praça Roosevelt. A confusão começou quando os manifestantes anunciaram que subiriam a rua da Consolação.
— Em razão da ausência de liderança do movimento, houve início de arremesso de objetos contra os policiais.
O comandante-geral da PM, coronel Benedito Meira, afirmou que, a partir desse momento, ele tomou a decisão de acionar a Tropa de Choque.
— Na terça-feira (11), entendemos que o emprego da Tropa de Choque não foi necessária e houve vários policiais feridos. Ontem, eu decidi que era necessário o emprego da Tropa de Choque.
Os oficiais afirmam que qualquer excesso da polícia será apurado. Questionados sobre agressões a jornalistas, eles se limitaram a justificar a ação que terminou com a repórter da TV Folha Giuliana Vallone atingida no olho. Segundo Meira, policiais da Tropa de Choque que estavam em um ônibus revidaram pedradas de manifestantes.
— O projétil de elastômero ricocheteou no chão e atingiu a jornalista que estava em um estacionamento.
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Apesar das imagens que mostram os policiais tentando impedir a chegada de manifestante à avenida Paulista, a PM afirma que não tentou restringir a marcha dos manifestantes. Eles afirmam que apenas precisavam de tempo para o rearranjo da tropa.















