PM é afastado após relação sexual com travesti dentro de banco em SP

Momento foi flagrado por câmeras de videomonitoramento da agência bancária, localizada em Santos. O ato ocorreu em junho de 2017

PM é afastado após ter relações sexuais com travesti dentro de banco em SP

PM é afastado após ter relações sexuais com travesti dentro de banco em SP

Daniel Teixeira / Estadão Conteúdo / 02.03.2019

Um policial militar foi afastado de suas funções após ter relações sexuais com uma travesti dentro de uma agência bancária, em Santos, no litoral de São Paulo. A relação sexual ocorreu em junho de 2017.

De acordo com a decisão da Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo, o policial Ademir Alves Simões Júnior foi flagrado por câmeras de videomonitoramento da agência bancária, em 27 de junho de 2017, tendo relações sexuais com uma travesti. Naquela ocasião, o PM estava de folga, porém, usava a farda da corporação.

Leia mais: PM quebra braço de advogado dentro de delegacia em SP

Assim que tomou conhecimento do ato, um funcionário da empresa de videomonitoramento acionou a Polícia Militar para o atendimento da ocorrência. Ao chegar ao local dos fatos, a patrulha localizou somente a travesti. Em seguida, realizou as buscas pelo policial, que não apresentou nenhuma defesa quando foi notificado. Segundo o documento, “os oficiais membros do Conselho de Disciplina concluíram que a acusação é procedente e propuseram a aplicação de sanção exclusória” do policial.

A decisão aponta o vídeo da relação sexual como “elemento suficiente para concluir que a acusação é procedente e merece a máxima censura por parte da Administração Militar”. O documento ainda descreveu as ações como “reprováveis e desonrosas”. “O policial, como representante do Estado, tem a missão de combater a ilegalidade e obrigação de pautar por uma conduta ilibada, quer seja no exercício da profissão ou na vida particular”.

Em depoimento à Corregedoria, o soldado confirmou que era ele nas imagens gravadas pela câmera, e disse que pagou R$ 20 para a travesti.

Veja também: Polícia Civil investiga PM por caso de assédio sexual no metrô de BH

A reportagem do R7 procurou a defesa do soldado desde o dia 7, mas não obteve retorno. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) também não se pronunciou.