São Paulo PM que matou artista plástico após briga em bar na Vila Madalena é condenado a 15 anos de prisão

PM que matou artista plástico após briga em bar na Vila Madalena é condenado a 15 anos de prisão

Júri popular aconteceu nesta segunda (10), após dois adiamentos. NegoVila Madalena foi morto a tiros por Ernest Decco Granaro

  • São Paulo | Letícia Assis, da Agência Record

NegoVila Madalena foi morto a tiros ao discutir com policial militar em bar de SP

NegoVila Madalena foi morto a tiros ao discutir com policial militar em bar de SP

Reprodução / Instagram

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) condenou o policial militar que atirou e matou um  artista plástico durante uma briga em um bar na Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo, em novembro de 2020.

O PM Ernest Decco Granaro disparou contra o artista NegoVila Madalena, de 40 anos, na madrugada de sábado, 28 de novembro de 2020, em frente à distribuidora de bebidas próxima ao bairro que lhe emprestava o nome artístico.

Em decisão do júri popular no Fórum Criminal da Barra Funda, o policial foi condenado por homicídio. A sentença foi de 15 anos de reclusão, em regime fechado inicialmente.

O caso

O crime aconteceu no bar Royal, localizado na rua Deputado Lacerda Franco, na Vila Madalena, em novembro de 2020. Na ocasião, o agente estava de folga e portava uma arma da Polícia Militar de São Paulo. A vítima morreu depois de ter dado entrada no pronto-socorro da Lapa, na zona oeste da capital paulista.

O julgamento desta segunda-feira (10) aconteceu após dois adiamentos, em 16 de março e 19 de abril, pelo fato de testemunhas não terem comparecido à sessão.

O PM chegou a ser encaminhado para o presídio Romão Gomes na época do crime, mas foi solto em março deste ano após decisão da Justiça. Por isso, o réu poderá recorrer em liberdade.

O Ministério Público informou que vai recorrer da decisão para obter a prisão imediata. O réu deverá ficar afastado do trabalho nas ruas. Além disso, ele teve o porte de arma suspenso.

A denúncia apresentada pelo promotor Rogério Leão Zagallo traz a informação de que a vítima e o réu estavam no mesmo bar quando começaram uma discussão e a troca de agressões físicas. Em certo momento, o PM, que estava de folga, deu um tiro para o alto. Diante disso, a vítima se jogou no chão, mas, ainda assim, o policial atirou contra ele.

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