PM vaza imagem do MC Menor MR que deveria ficar em arquivo secreto

Cantor foi fichado e fotografado por policiais do Baep. Imagem, que deveria ficar em banco de investigação de polícias, foi compartilhada nas redes sociais

PM vazou foto do MC Menor MR

PM vazou foto do MC Menor MR

Reprodução

O cantor Haulter da Silva Santos, o MC Menor MR, foi levado para delegacia após suposto envolvimento com traficantes de drogas na região de Osasco (Grande São Paulo), na última quarta-feira (11). Embora não tenha ficado detido por cometimento de crime algum, o MC foi fichado pelos policiais militares do Baep (Batalhão de Ações Especiais da Polícia), fotografado e teve a imagem vazada.

Questionada pela reportagem, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) disse que as políciais mantêm um arquivo fotográfico de todas pessoas detidas em flagrante, no entanto, reconhece que "as imagens não são divulgadas".

Mesmo após o R7 enviar a foto do MC em poder da polícia e dizer que viu a imagem em diversos grupos e páginas de apoiadores da Polícia Militar, a secretaria não disse que vai investigar a exposição, trata a divulgação da foto tirada enquanto o MC tava sob domínio dos políciais como "suposto vazamento" e diz que as "Corregedorias estão à disposição para formalizar queixas".

Consultado pela reportagem, o ouvidor de polícias de São Paulo, Benedido Mariano, disse que vai instaurar procedimento e pedir explicações para a Corregedoria da Polícia Militar sobre o caso.

Segundo a SSP-SP, no dia da prisão, a PM realizava o patrulhamento na região após receber denúncia de tráfico de drogas. Quando entrou em um condomínio, dois homens foram pegos com mochilas com drogas e o Menor MR e outro rapaz teriam tentado fugir.

Os dois que estavam com a mochila foram presos em flagrante, enquanto o MC e o outro rapaz foram levados para o 2º DP de Osasco, onde o caso foi registrado como tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas. Menor MR e o outro jovem seguem sendo investigados sobre suposta participação.

Para a delegada Raquel Kobashi Gallinati, presidente do Sindicato dos Delegados de São Paulo, é procedimento das polícias fotografar pessoas detidas e investigadas para alimentar o sistema criminal da polícia. Mas, segundo ela, "o que não pode é vazar [a imagem]".