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PMs são suspeitos de balear homem nas costas e mudar cena do crime

Segundo a Polícia Civil, policiais militares teriam agredido a vítima que os teria impedido de ver o conteúdo do celular. Caso aconteceu na Grande SP

São Paulo|Kaique Dalapola, do R7

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PMs foram indiciados após homem ser baleado em SP
PMs foram indiciados após homem ser baleado em SP

Um cabo da Polícia Militar, de 36 anos, e um soldado, de 33, foram indiciados sob a suspeita de terem atirado nas costas de um homem negro de 29 anos na manhã da última quinta-feira (10), no bairro Vila Nogueira, em Diadema (Grande São Paulo).

Investigações da Polícia Civil apontam que os policiais militares ainda tentaram modificar a cena do crime e omitiram o fato de terem efetuado disparos contra a vítima.


Eles teriam ido até a delegacia da Polícia Civil com a motocicleta da vítima e dito que o responsável pelo veículo havia fugido da abordagem policial, e omitiram a informação sobre disparos efetuados contra o homem.

Segundo investigação de policiais do 2º DP de Diadema, o homem foi abordado pelos PMs que estavam em patrulhamento na região. Durante a abordagem, um dos policiais teria tentado olhar o conteúdo do celular da vítima.


O homem teria recusado mostrar o conteúdo do celular aos policiais e guardado o aparelho no bolso. Ainda de acordo com a Polícia Civil, os PMs começaram a agredir a vítima.

Depois de apanhar, as investigações policiais apontam que o homem tentou sair do local e ir em direção a casa onde mora.


A vítima teria sido perseguida a pé pelo soldado da PM que, em determinado momento, atirou. A bala acertou nas costas do homem, que conseguiu escapar e foi para o hospital por conta própria.

Para a Polícia Civil, o cabo da Polícia Militar afirmou que ficou no local onde aconteceu a abordagem, enquanto seu companheiro teria ido atrás do homem por cerca de 100 metros.


Ele disse ainda que quando o soldado voltou ao local da abordagem teria informado que não acontecera nada durante a perseguição.

Os dois policiais militares pegaram a motocicleta que pertence à vítima e levaram para a delegacia, registrando que o veículo havia sido abandonado. O cabo afirma que isso não foi uma tentativa de modificar a cena do crime.

Durante a apresentação da ocorrência, o cabo teria ouvido via radiocomunicador que um homem havia sido baleado. Neste momento, o soldado teria assumido que efetuou o disparo.

Em depoimento para a Polícia Civil, o soldado disse que vai se manifestar apenas em juízo.

O R7 entrou em contato com a CComSoc (Centro de Comunicação da Polícia Militar) e questionou sobre a ação. Em nota, a PM disse que "em nome da transparência que lhe é peculiar, que o respectivo pedido de informação não oferece tempo hábil para o devido levantamento acerca do fato noticiado".

A Polícia Militar ainda destacou que a demanda será encaminhada ao "Comando de Policiamento Metropolitano" e a resposta virá "dentro da razoabilidade, assim que dispusermos dos dados a respeito".

O registro feito pelo delegado titular do 2º DP de Diadema, Marcos Dario Mariano da Silva, diz que os policiais militares foram autuados em flagrante, deixando de arbitrar fiança, e foram presos. As pistolas utilizadas pelos PMs foram apreendidas, assim como a motocicleta da vítima, que segue à disposição para o proprietário retirar quando sair do hospital.

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