Logo R7.com
RecordPlus

Polícia apura se facção participou de protesto violento na zona norte

Ações realizadas nos bairros da região levaram a polícia a acreditar na presença de criminosos

São Paulo|Do R7

  • Google News
Na segunda-feira, 90 pessoas foram detidas após protesto
Na segunda-feira, 90 pessoas foram detidas após protesto

As ações vistas durante violenta manifestação na segunda-feira (28), na zona norte de São Paulo, levaram a polícia a acreditar na presença de criminosos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) nos protestos. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Maurício Blazeck, porém, ainda não foi encontrada nenhuma prova que ligasse a facção aos ataques.

— Estamos investigando com cuidado, para evitar alarmismo.


Segundo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, "nenhuma hipótese está descartada". Os protestos começaram depois da morte do estudante Douglas Martins Rodrigues por um PM, no domingo. Foram usadas armas para interceptar motoristas de ônibus e caminhão na Rodovia Fernão Dias.

Leia mais notícias de São Paulo


A presença da facção na região do Jaçanã e Vila Maria é conhecida pelos serviços de inteligência da Polícia Militar. Desde junho do ano passado, conflitos e mortes foram vinculados ao PCC, como a queima de um ônibus com dois moradores dentro depois de um suspeito de tráfico morrer durante abordagem policial. De acordo com moradores, somente com a autorização do "sintonia de área" da facção criminosa é possível ocorrer ataques como aqueles vistos na segunda-feira.

Portas abertas


Um dia após o toque de recolher nos bairros Parque Edu Chaves e Jardim Brasil, o clima é de menos medo entre os moradores. Ônibus circularam, e a maioria dos comerciantes decidiu abrir as portas. 

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, as escolas funcionaram normalmente ontem. Mas alguns pais ainda estavam com medo, como afirmou uma moradora do Jardim Brasil, que preferiu não se identificar.


— Hoje [quarta-feira, 30] eu levei minha filha na aula, mas ela disse que quase ninguém foi. 

Houve ainda quem tentasse se recuperar dos ataques de segunda-feira. O proprietário da loja Lakau, Zelito Alves, de 55 anos, que teve dois estabelecimentos saqueados no domingo e na segunda, acompanhava a reforma da porta da loja, na avenida Edu Chaves.

— Estou trocando portas e colocando barras de proteção. Tive metade das mercadorias furtada. Ainda não consegui contabilizar o prejuízo total.

Ele afirmou que só abrirá as portas quando tiver mais segurança.

— Estou pensando em fechar a Lakau da avenida Roland Garros [que também foi saqueada]. A loja existe há 26 anos e já foi assaltada 25 vezes. Estou muito desanimado.

Muitas viaturas e motos da Polícia Militar ainda circulavam pela região nesta quarta-feira. Segundo moradores, ainda havia boatos de novos ataques. 

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.