São Paulo Polícia Civil de SP deflagra operação para barrar golpes cibernéticos

Polícia Civil de SP deflagra operação para barrar golpes cibernéticos

Integrantes do grupo criminoso eram especializados em falsos leilões virtuais de veículos. Prejuízo é de cerca de R$ 3 milhões

  • São Paulo | Isabelle Gandolphi, da Agência Record

Polícia Civil de SP deflagra operação contra quadrilha que pratica golpes cibernéticos

Polícia Civil de SP deflagra operação contra quadrilha que pratica golpes cibernéticos

Reprodução Record TV

A Polícia Civil de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, deflagrou, nesta quinta-feira (28), a Operação Arcádia, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa especializada na aplicação de golpes cibernéticos, com foco em falsos leilões virtuais de veículos.

Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão nas cidades de Mauá e São Paulo. Os alvos foram os líderes da organização que, além de criarem falsos sites de supostas leiloeiras, também dividiam os valores em diversas contas bancárias.

Mais de 20 vítimas foram identificadas em todo o estado, o que soma um prejuízo de aproximadamente R$ 2 milhões. Diversos documentos, físicos e digitais, foram apreendidos para auxílio nas apurações. Duas pessoas foram detidas, uma delas em flagrante por porte de arma de fogo.

Participaram da ação policiais da Delegacia de Pirapozinho, da Unidade de Inteligência do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter) 8 e da Divisão de Capturas do Dope (Departamento de Operações Policiais Especiais).

As investigações continuam para identificar e prender outros envolvidos.

Esquema

A quadrilha anunciava os carros por altos valores e, após vendidos, as mercadorias nunca eram entregues. Até o momento, um suspeito de chefiar a quadrilha foi detido para averiguação. Ele vai prestar depoimento e pode ser indiciado por formação de quadrilha e estelionato. Um outro foi preso em flagrante por porte ilegal de arma.

A operação é coordenada pelo delegado Rafael Galvão, do Deinter 8, e conta com o apoio do GER (Grupo Especial de Reação), que pertence ao Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas).

Em entrevista ao Balanço Geral Manhã, o delegado afirmou que os sites eram bem criados e os carros anunciados eram "quentes". Os trâmites de leiloeiros eram realizados e, quando o comprador ia buscar o veículo, não encontrava ninguém.

A partir de uma vítima de Presidente Prudente, a Polícia Civil mapeou todo o esquema de estelionato. Os criminosos fizeram, pelo menos, 30 vítimas, que compraram carros entre R$ 90 e R$ 100 mil, totalizando, aproximadamente, R$ 3 milhões.

São quatro mandados de busca e apreensão sendo cumpridos: um na zona leste da capital paulista, dois na Grande São Paulo (Mauá e Santo André) e um no Rio de Janeiro. 

Cerca de 35 policiais, em 11 viaturas, deixaram a sede do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), no centro de São Paulo, para onde são encaminhados os materiais apreendidos.

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