São Paulo Polícia de SP descobre laboratório que fabricava 'cocaína turbinada'

Polícia de SP descobre laboratório que fabricava 'cocaína turbinada'

Suspeitos trocavam celulares roubados por drogas produzidas para golpes chamados "boa noite cinderela", em que as vítimas são dopadas e assaltdas

  • São Paulo | Thaís Furlan, da Record TV

Polícia Civil descobre esquema complexo de fabricação de drogas no centro de SP

Polícia Civil descobre esquema complexo de fabricação de drogas no centro de SP

Reprodução/Record TV

Uma operação da Polícia Civil de São Paulo, iniciada para investigar um esquema de celulares roubados, resultou na descoberta de uma complexa estrutura de fabricação e venda de entorpecentes utilizados especialmente para a utilização em golpes conhecidos como "boa noite cinderela". A Record TV flagrou imagens de assaltantes que trocavam celulares roubados pela droga.

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Monitorado por meses pelos policiais, o laboratório clandestino funcionava em um prédio residencial no centro da capital paulista, onde também foram encontrados insumos, medicamentos e cocaína pura.

No local, seriam produzidas drogas sintéticas e outra substância, ainda mais alucinógena e perigosa para a saúde, batizada de "cocaína turbinada". Dois suspeitos foram detidos em um imóvel situado no oitavo andar do edifício.

"Eles utilizavam um produto chamado cloridrato de cetamina onde eles ferviam esse produto e o líquido se transformava em pó. E esse produto era misturado com a cocaína, potencializando muito seu efeito", explicou o policial civil Luiz Carlos Zaparoli.

No entanto, a droga tinha um público especifico. Segundo a polícia, ambos os suspeitos seriam fornecedores de criminosos que aplicam o golpe conhecido como "boa noite cinderela", no qual as vítimas são dopadas e depois assaltadas. Seriam garotos de programa que usavam a droga durante encontros em casas noturnas da capital paulista.

"Acabam fazendo que essa pessoa consuma a droga dentro de um bebida. Ou cosuma a própria droga e levam essa pessoa para um local onde ela se põe indefesa. Nesse momento, conseguem dados bancários, dinheiro e causam grande prejuízo às vítimas", revelou o delegado Júlio Geraldo.

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