Polícia encontra moto de dono de academia morto na Brasilândia, zona norte de SP
Fernando Guerreiro Abdalla, de 29 anos, não reagiu ao assalto e foi assassinado na segunda
São Paulo|Do R7, com São Paulo no Ar

A polícia encontrou a moto de um empresário morto durante um assalto, na zona norte de São Paulo. Na noite de terça-feira (30), Fernando Guerreiro Abdalla, de 29 anos foi assassinado por bandidos que levaram sua motocicleta na estrada do Sabão, na Brasilândia, bairro da zona norte de São Paulo, em frente de sua academia de ginástica.
A motocicleta foi encontrada nesta quinta-feira (2), na Brasilândia, mesmo bairro onde o empresário foi assassinado. Ainda não há muitas informações sobre as circunstâncias de como esse veículo foi encontrado nem como pode ajudar no esclarecimento do caso. O crime está sendo investigado pelo 45º Distrito Policial, da Vila Brasilândia, e pelo DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa).
O empresário tinha acabado de fechar sua academia, quando foi abordado por dois criminosos que ocupavam uma moto. Nesse momento, a vítima caminhava em direção a sua moto, uma Yamaha Ténéré 250.
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Segundo a Polícia Militar, Abdalla ergueu os braços, para mostrar que não ia reagir. Apesar disso, os ladrões atiraram no peito da vítima. Os bandidos fugiram levando a moto do empresário. Abdalla morreu no Hospital Geral de Vila Penteado.
Na manhã desta quinta-feira (2), o corpo do empresário foi enterrado no cemitério da Paz, na zona sul de São Paulo.
Omissão
O diretor da Corregedoria da Polícia Civil, Nestor Sampaio Penteado Filho, determinou a abertura de investigação sobre a suposta omissão de policiais civis do 45.º Distrito Policial (Vila Brasilândia) no registro de uma queixa de tentativa de roubo contra o empresário Fernando Guerreiro Abdalla, de 29 anos.
Em janeiro, segundo sua família, ele havia sido abordado, no mesmo lugar, por criminosos que também tentavam levar sua moto. Na época, o roubo só não se concretizou porque um carro da PM se aproximou no momento do crime e os bandidos fugiram. Segundo Cristiane Romão da Cruz Abdalla, de 31 anos, viúva do empresário, Abdalla foi ao plantão da delegacia e acabou sendo destratado pela autoridade de plantão.
— O delegado se negou a registrar o caso porque o assalto não se consumou e porque não houve violência.
Ainda segundo ela, o delegado ainda ameaçou prender a vítima por desacato depois de ele reclamar da decisão do policial.
Ao jornal O Estado de S. Paulo, o corregedor da Polícia Civil afirmou que tomou a decisão de investigar o caso depois de ser informado sobre a denúncia feita pela família na tarde de quarta-feita (1º).
— Queremos saber quem fez e por que fez isso. Vamos ouvir todos.
Assista ao vídeo:













