Polícia encontra três novas covas em cemitério clandestino em SP
No local, também foram encontrados três corpos. Polícia de Embu das Artes suspeita que mata tenha sido utilizado pelo "tribunal do crime"
São Paulo|Fabíola Perez, do R7

Três novas covas que estariam prontas para receber corpos foram encontradas na terça-feira (4), em um cemitério clandestino em Embu das Artes, em São Paulo. "Isso demonstra que havia um grupo de pessoas utilizando esse espaço para matar", afirmou Andreas Schiffman, delegado titular do 1º DP da cidade.
O cemitério clandestino foi encontrado pela equipe de investigadores da polícia na manhã da terça-feira. No local, foram encontrados três corpos em estado avançado de decomposição e peças de roupas. De acordo com o boletim de ocorrência, o crime foi registrado como homicídio simples. A polícia suspeita, porém, que o local tenha sido utilizado pelo "tribunal do crime."
A prática é conhecida como uma espécie de julgamento realizado por membros de facções criminosas tendo como vitimas pessoas com algum tipo de envolvimento na organização. De acordo com o delegado, as vítimas teriam sido asfixiadas antes de morrer. Segundo as equipes que estiveram no local, foram encontrados sinais de enforcamento em uma das vítimas. Um torniquete teria sido usado e deixado uma marca no pescoço de uma das vítimas.
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De acordo com os profissionais que estiveram no local para recolher os corpos, eles estariam no local há cerca de 30 dias. Segundo os investigadores, duas covas estavam mais próximas entre si no local e uma mais distante. No momento em que foram encontrados, um dos corpos possuía mais volume de cabelos e um elástico nas proximidades, o que poderia indicar a existência de um corpo de mulher.
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No entanto, próximo do corpo com mais volume de cabelo foi encontrado um documento de identidade e um cartão de transporte público. A identidade, segundo a polícia, é de um homem.
De acordo com a identidade, a vítima seria um morador de albergue. Existem, segundo a polícia, dois registros de tentativa de homicídio contra a vítima no 89º DP no ano passado é um registro de furto contra a vítima no 35º DP (Jabaquara), em 2016. Em 2008, há um registro de furto que aponta a vítima como autor do delito.
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O delegado afirmou ainda que pelo menos um dos corpos estava com as mãos amarradas. As vítimas, segundo os investigadores, seriam levadas até o cemitério clandestino ainda com vida. "É um lugar de muito difícil acesso, por isso, acreditamos que a maior probabilidade é que essas pessoas tenham sido levadas e mortas no local."
Nos próximos dias, a polícia deverá tentar identificar familiares das vítimas para avançar nas investigações. O IML (Instituto Médico Legal) também deverá concluir os laudos para auxiliar na identificação dos corpos.















