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Polícia faz 2ª operação em clínica de reabilitação em Parelheiros

Local recebeu denúncias de torturas e agressões. Ex-paciente conta que escapou dos maus tratos após mandar uma carta escondida para a família

São Paulo|Do R7

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Clínica também atendia pessoas humildes, idosos e pessoas com deficiência
Clínica também atendia pessoas humildes, idosos e pessoas com deficiência

Polícia Civil faz a segunda fase da operação para apurar denúncias de torturas e agressões em uma clínica de reabilitação em Parelheiros, na zona sul de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (20).

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São cumpridos dois mandados de prisão e três de busca e apreensão pela 1ª Delegacia Seccional do Centro. Participam da operação cerca de 25 policiais em 10 viaturas.

No final de junho, os agentes receberam informações e vídeos da clínica de reabilitação de dependentes químicos, onde os pacientes eram agredidos. Em um dos vídeos, é possível ver um homem amarrado em uma cama, sendo agredido com chutes e socos por duas pessoas.


A clínica atendia pessoas humildes e, além de dependentes químicos, recebia idosos e pessoas com deficiência.

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Em 30 de junho, a Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão em relação à clínica de reabilitação. Na ocasião, o Balanço Geral acompanhou as denúncias feitas por ex-pacientes.

Uma jovem contou que escapou dos maus tratos após mandar uma carta escondida para a família, a mensagem foi lida pelo apresentador Reinaldo Gottino ao vivo.


A carta conseguiu chegar até a família da jovem após uma funcionária permitir a visita escondida da irmã à clínica, já que a dona não permitia o benefício, e a interna colocou a carta no bolso do familiar.

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Uma ex-funcionária, que não quer ser identificada, confirmou a violência. Ela diz que a clínica cobrava em média mil reais por paciente. E que eles, muitas vezes, faziam apenas uma refeição por dia.

"Eu acompanhei de perto, fui funcionária lá há um tempo atrás. O dono da clínica agredia os pacientes com chutes e pontapés”, disse. "Até fome eles passavam. Faltava produtos de higiene, faltava tudo."

A polícia já havia realizado uma vistoria e fechado o local onde a clínica funcionava. Após o fechamento, a dona abrigou os internos em uma casa de forma clandestina.

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