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Polícia faz busca e apreensão em estúdio de tatuagem em SP

Estabelecimento tinha produtos vencidos e baú com cinzas, que IML investigará para determinar se são restos mortais

São Paulo|Mariana Rosetti, da Agência Record

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Dono do estabelecimento será indiciado por dois crimes
Dono do estabelecimento será indiciado por dois crimes

A Polícia Civil cumpriu na manhã desta terça-feira (22) um mandado de busca e apreensão em estúdio de tatuagem na Vila Carrão, zona leste de São Paulo. A ação foi deflagrada depois que uma vítima procurou o 52º DP (Parque São Jorge) para denunciar o estabelecimento, após colocar um piercing no local.

Segundo a mulher, o homem responsável pelo estúdio não vestia luvas e o ambiente não tinha higiene necessária para um procedimento como aquele. No depoimento, ela disse que em nenhum momento ele esterilizou o local da aplicação da joia e também não usou nenhum objeto descartável.


Ela ainda contou aos policiais que sentiu muitas dores durante a colocação do piercing, mas que o profissional disse que era comum doer. Outra situação que chamou sua atenção, relatou, foi um cômodo dentro do estúdio em que havia uma vela no chão ao lado de uma cama, com a foto de um homem. Ao perguntar para o tatuador, ele respondeu que era do seu irmão que havia falecido recentemente.

A vítima diz ter bloqueado o tatuador em suas redes sociais depois do que aconteceu, já que o piercing inflamou no dia seguinte e precisou ser removido. Nesta terça-feira (22) durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, segundo o Delegado Francisco, as equipes constataram que o estabelecimento não tem autorização para funcionar.


Eles encontraram itens vencidos no estúdio, que eram disponibilizados ao público. Também localizaram o quarto onde era mantido um baú com cinzas, e souberam que elas eram distribuídas ao público em pequenos pacotes, segundo o delegado.

A urna foi apreendida e será encaminhada ao IML (Instituto Médico Legal) para que seja comprovado se são cinzas humanas. Segundo Francisco, o homem será indiciado por exercício ilegal da profissão e periclitação da vida. Caso seja constatado que as cinzas são humanas, ele ainda pode responder por mais crimes.

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