São Paulo Polícia faz nova operação na região da Cracolândia após tumulto

Polícia faz nova operação na região da Cracolândia após tumulto

Investigadores acreditam que tráfico da região está sufocado e por isso mulheres estão traficando as drogas nas partes íntimas 

  • São Paulo | Do R7

Resumindo a Notícia

  • Cracolândia voltou à rua Helvétia, de onde tinha saído em março
  • Polícia acredita que tráfico está sufocado por operações constantes
  • Por isso, mulheres estariam traficando as drogas nas partes íntimas
Tumulto na madrugada teria sido encorajado por traficantes da região

Tumulto na madrugada teria sido encorajado por traficantes da região

Divulgação / Polícia Civil

A Polícia Civil de São Paulo realiza na tarde desta quinta-feira (2) mais uma etapa da Operação Caronte na região da Cracolândia, que voltou a causar aglomerações na rua Helvétia. A ação foi deflagrada depois que se registrou um tumulto nesta madrugada na avenida São João, onde pessoas atiraram pedras contra carros e depredaram estabelecimentos. 

"O nosso trabalho de inteligência mostra que algumas mulheres estão trazendo drogas aqui nas partes íntimas. Justamente porque nós sufocamos o tráfico de drogas, está faltando aqui o crack no 'fluxo'. Por isso que eles saíram ontem fazendo desordem, incentivados pelos 'lagartos', que são a base mais simples do tráfico de drogas", relatou à Record TV o delegado Roberto Monteiro, um dos coordenadores da Operação Caronte. 

Desde o início do ano, as mudanças da concentração de usuários na Cracolândia trazem problemas para moradores e o comércio do centro de São Paulo. Em maio, manifestantes chegaram a ocupar o elevado João Goulart (Minhocão) em busca de uma solução imediata para o problema.

A primeira migração saiu da rua Helvétia no fim de março, por ordem da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), que domina o tráfico na região. Os usuários então migraram para a praça Princesa Isabel, de onde voltaram a ser expulsos no início de maio, após megaoperação policial. Uma das últimas operações policiais mirou uma concentração na rua Doutor Frederico Steidel, que fica próxima dos endereços anteriores.

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