Logo R7.com
RecordPlus

Polícia investiga fraudes em operadoras de televisão e internet

A operação ocorre em São Paulo, Barueri, Jandira, Mogi das Cruzes e Osasco, teve 22 mandados de busca e apreensão. Os prejuízos chegam a R$ 3 milhões

São Paulo|Ingrid Navarro, da Agência Record, e Fabíola Perez, do R7

  • Google News
Polícia deflagra operação contra fraude em São Paulo
Polícia deflagra operação contra fraude em São Paulo

Policiais do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) deflagraram na manhã dessa quinta-feira (19) a Operação Takedown para desmontar um grupo acusado de criar uma "administração paralela" em duas grandes operadoras de canais e internet por assinatura.

A operação ocorre na cidade de São Paulo e nos municípios de Barueri, Jandira, Mogi das Cruzes e Osasco, num total de 22 mandados de busca e apreensão. Os prejuízos chegam a R$ 3 milhões.


O esquema permitia acesso aos servidores das empresas, o que possibilitava a captação de novos assinantes e alteração da base de valores dos pacotes. Os envolvidos faziam uma composição que, em alguns casos, reduzia em 90% o valor lançado no boleto oficial e criava uma linha de pagamento própria, cobrada diretamente do cliente.

Investigações


As investigações chegaram até um esquema cujo ponto de partida é uma firma em Barueri, que oferece serviços de informática. O proprietário, ex-funcionário de alto escalão de uma das operadoras, criou em um servidor próprio uma linha de acesso ao banco de dados dos clientes da antiga empresa. 

O login e senha permitiam alterar as fichas cadastrais e as mensalidades dos assinantes. Quem se interessava em operar no paralelo desembolsava de R$ 3 mil a R$ 5 mil por um pacote de 15 dias de fraudes.


O esquema atraiu proprietários de firmas especializadas em instalação de equipamentos de televisão e informática, que passaram a oferecer planos mais vantajosos.

Segundo o delegado José Mariano de Araújo Filho, titular da 4ª DIG, os envolvidos estavam divididos em três grandes grupos: Núcleo Mogi, Núcleo Osasco e Núcleo São Paulo. Pelo menos 22 pessoas integravam essas células.


Revólver apreendido durante a Operação Takedown
Revólver apreendido durante a Operação Takedown

Segundo Araújo Filho até mesmo os assinantes legítimos das empresas eram enganados porque acreditavam que estavam tratando com um representante autorizado que podia fazer as alterações. O delegado também encontrou outro problema.

O esquema também podia inserir qualificações falsas de clientes, popular fantasma, gerando um mercado de captação de golpistas os quais teriam acesso a internet para realizar fraudes e dificultando o rastreamento do envolvido.

A Operação Takedown é um terno usado no sentido de derrubar uma grande estrutura e foi preparada a partir das apurações feitas por policiais da 4ª Delegacia DIG (Investigações de Crimes Cometidos por Meios Eletrônicos) durante 12 meses.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.