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Polícia investiga se morte de Pedrinho Matador foi encomendada pelo PCC

A prisão temporária de 30 dias de um suspeito foi solicitada pelo Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa de Mogi das Cruzes

São Paulo|Nayara Paiva, da Agência Record, e Marcus Pontes, do Cidade Alerta

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Pedrinho foi condenado a mais de 400 anos de prisão
Pedrinho foi condenado a mais de 400 anos de prisão

A Polícia Civil identificou um dos suspeitos de envolvimento na execução de Pedro Rodrigues Filho, de 68 anos — mais conhecido como Pedrinho Matador e considerado o maior assassino em série do Brasil —, e solicitou sua prisão temporária por 30 dias. O crime ocorreu em março, em Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo.

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O SHPP (Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa) da Delegacia Seccional de Polícia de Mogi das Cruzes investiga se a morte foi encomendada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios paulistas.


De acordo com a investigação, Pedrinho teria discutido com alguns homens que comercializavam drogas na presença de crianças. Ele também desejava proibir a venda no bairro.

Crime

O serial killer foi assassinado em frente a sua residência, no bairro Ponte Grande, em Mogi das Cruzes, por volta das 10h, em 5 de março. De acordo com a polícia, dois homens em um carro se aproximaram de Pedrinho e atiraram pelo menos quatro vezes. Ele morreu no local.


Pedro era considerado o maior serial killer do Brasil e chegou a ser condenado a mais de 400 anos de prisão, mas estava em liberdade desde 2017. Ele também afirmava ter matado mais de cem pessoas, incluindo o próprio pai.

Como tudo começou

Pedrinho Matador nasceu em 29 de outubro de 1954, em uma fazenda na cidade de Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais. Em entrevistas, ele dizia que seu longo histórico criminal começou aos 14 anos, quando matou o vice-prefeito de Alfenas, em Minas Gerais.


A morte do político teria acontecido por vingança. O pai do assassino em série trabalhava como guarda de uma escola e foi acusado de furtar merendas destinadas aos alunos. Na época, ele foi mandado embora "sem direito a nada", de acordo com o criminoso.

“Esperei ele em frente à casa dele, atrás de uma árvore. A hora em que ele desceu do jipe foi a hora que eu dei o primeiro tiro”, contou Pedrinho em uma entrevista à Record TV. "Eu simplesmente sou um assassino. Eu sempre fui", definiu a si mesmo ao narrar sua história.

Pedrinho não demonstrava remorso quando falava sobre as pessoas que matou. Em sua visão, agia como um “justiceiro” e tirava a vida de quem julgava que merecia morrer. “Eu mato pessoas que não valem nada. Eu nunca matei uma criança ou um idoso”, afirmava.

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