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Polícia investiga suposto abuso de laboratório e furto dos beagles por ativistas

Manifestantes declararam que um funcionário denunciou mortes de animais no local

São Paulo|Ana Ignacio, do R7

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Cerca de 200 animais foram retirados de instituto ontem à noite
Cerca de 200 animais foram retirados de instituto ontem à noite CRISTIANO NOVAIS/ESTADÃO CONTEÚDO

Após ativistas retirarem cerca de 200 animais do Instituto Royal, localizado no km 56 da rodovia Raposo Tavares, no interior de São Paulo nesta quinta-feira (17), a polícia informou que vai investigar as denúncias de maus tratos supostamente realizadas pela empresa. Além disso, o furto dos animais também será apurado.

Ao R7, Marcelo Sampaio Franco, delegado titular da delegacia de São Roque, declarou que os manifestantes informaram que um funcionário do instituto teria denunciado a morte de animais na empresa. 

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— Segundo eles, um funcionário da empresa teria informado sobre os maus tratos. Eles encontraram, de fato, um cão morto e congelado, mas não se sabe o motivo da morte. Pode ter sido por maus tratos, mas pode ter tido outras causas. No entanto, não trouxeram esse cão para a delegacia.

Franco declarou que peritos do Instituto de Criminalística de Sorocaba já estiveram no local. Segundo ele, aparentemente não havia sinais de que os animais eram mau tratados. No entanto, o delegado reforçou que a polícia irá investigar todas as denúncias.

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— Instalamos um inquérito para investigar quem são os ativistas e para apurar os danos causados à empresa e vamos investigar eventual maus tratos por parte do instituto. Hoje nosso trabalho é de identificação dos ativistas e queremos localizar e ouvir os representantes do instituto.

O delegado explicou ainda que até o momento ninguém foi indiciado e disse que há cerca de um ano uma outra denúncia de supostos maus tratos foi registrada contra o instituto.

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— Estivemos lá, levamos uma veterinária para que ela pudesse constatar se havia ou não os maus tratos naquela época. Ela entrou em todos os recintos em que ficavam os animais e quando perguntamos sobre os maus tratos ela respondeu que não havia sinal nenhum, muito pelo contrário. Segundo ela, os cachorros eram muito bem tratados. 

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Segundo Franco, a polícia busca também localizar os cães que foram retirados do instituto, mas como os animais não foram levados para um único local, o trabalho será dificultado. O delegado explica que caso seja realizada a recuperação dos beagles, os animais devem ser levados para algum órgão com capacidade para cuidar e acomodar os animais e somente após o fim da investigação o destino dos cachorros seria definido.

— Se comprovado os maus tratos, a Justiça pode determinar que os cães sejam encaminhados para doação. Caso contrário, os cachorros teriam que retornar para o instituto e os ativistas podem ser indiciados por furto qualificado. 

O advogado Daniel Antônio de Souza Silva, que defende o Instituto Royal, negou as acusações de possíveis atividades de crueldade com animais em testes de produtos farmacêuticos realizados pela empresa.

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