Polícia libera família que havia sido sequestrada e recupera carga avaliada em R$ 3 milhões em SP
Bebê de 2 anos estava entre as vítimas. Uma mulher viu a ação criminosa e acionou a polícia, que deteve os suspeitos
São Paulo|Isabelle Gandolphi, da Agência Record

Uma família foi libertada e uma carga avaliada em R$ 3 milhões recuperada após tentativa de sequestro em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, no início da noite de segunda-feira (7).
Equipes da 5ª Companhia da Polícia Militar se preparavam para sair em patrulhamento, quando um homem chegou na companhia informando que a sua esposa havia ligado informando que presenciou um sequestro próximo à base, que fica na avenida Santos Dumont, número 2202.
Ela estava em uma das lojas do casal, na avenida Monteiro Lobato, quando viu dois suspeitos armados abordando e rendendo um caminhoneiro. Ele foi colocado no interior do veículo e levado como refém dos criminosos.
Tentativa de fuga
Os agentes se deslocaram até o endereço e visualizaram o caminhão com as características informadas. O condutor do veículo ainda tentou fugir mas acabou caindo em uma via sem asfalto, que dificultou a locomação.
As viaturas conseguiram cercar o caminhão, quando os suspeitos decidiram se entregar. As vítimas eram da mesma família, sendo o caminhoneiro, a esposa e o filho do casal de apenas 2 anos.
A PM afirmou que eles são de São Luís do Maranhão e tinham vindo para Guarulhos realizar um transporte de peças metalúrgicas, avaliada em cerca de R$ 3 milhões.
Outro veículo envolvido no sequestro
No local, as equipes foram informadas de que os criminosos chegaram em um Hyundai HB20 preto, que estava seguindo o caminhão, porém fugiu ao perceber a chegada das viaturas.
Os policiais então iniciaram as buscas quando visualizaram o automóvel pela rodovia Presidente Dutra e deram início ao acompanhamento. Pelo km 214, no sentido Rio de Janeiro, o suspeito bateu o carro e tentou fugir a pé.
Ele atravessou a rodovia em meio aos carros e pulando os guard-rails, mas acabou detido na canaleta de escoamento de água da rodovia.
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Os agentes que realizavam a perseguição tiveram dificuldade de se comunicarem com outras viaturas para solicitar apoio. Posteriormente, constataram que no automóvel estava um bloqueador de sinal, avaliado em cerca de R$ 150 mil.
Os presos foram identificados. Um deles já tinha antecedente pelo crime de roubo. Outro, revelou que devia R$ 110 mil de drogas para o PCC (Primeiro Comando da Capital) e, por isso, decidiu realizar o roubo.
A polícia suspeita que há mais pessoas por trás do crime, uma vez que ele foi muito bem articulado. O carro utilizado pelo trio é clonado e estava com placas e chassis adulterados. Além do fato de utilizarem o bloqueador de sinal, que é um aparelho caro.
Ainda de acordo com a PM, um revólver calibre 38 com cinco munições intactas foi apreendido. Os criminosos chegaram a agredir o caminhoneiro com a arma, dando coronhadas nele.
A quadrilha informou que, quando estivessem em posse do caminhão, as vítimas seriam colocadas no carro e um quarto envolvido informaria o endereço para onde deveriam ser levadas. Possivelmente tinham interesse apenas na carga e no veículo, que também é avaliado em cerca de R$ 200 mil.
A vítima trabalha há 20 anos como caminhoneiro e informou que a família sempre viaja com ele e essa foi a primeira vez que passou por esse tipo de situação. Ele afirmou que veio do Maranhão descarregar um material e havia acabado de carregar com a as peças metalúrgicas.
O caso foi registrado no 4° DP (Guarulhos).
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O famoso golpe do amor já é quase rotina na vida dos paulistanos. Desde o surgimento dessa modalidade de sequestro, no início de 2021, a Divisão de Antissequestro de São Paulo prendeu mais de 420 pessoas e instaurou quase 190 inquéritos policiais, conforme apurou o R7. Além disso, a maioria das vítimas são homens, que marcam encontros por meio de aplicativos de namoro e caem na conversa de que verão as mulheres que conhecem apenas por fotos — que muitas vezes são falsas




















