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Polícia prende dois últimos suspeitos de envolvimento em plano do PCC para matar promotor Lincoln Gakiya

Facção planejou assassinar promotor do Gaeco e outras autoridades; quatro acusados já foram detidos

São Paulo|Do R7

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Polícia Civil de São Paulo Divulgação/Polícia Civil de SP

Policiais militares e civis de São Paulo prenderam na sexta-feira (14), os dois últimos investigados apontados como envolvidos no plano para matar Lincoln Gakiya, promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MPSP). A dupla foi detida em Presidente Prudente e Álvares Machado, na região oeste do Estado.

As prisões foram realizadas no âmbito da Operação Recon, deflagrada em outubro do ano passado para investigar um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar autoridades de segurança da região de Presidente Prudente. Além de Gakiya, o outro alvo dos criminosos era o diretor de presídios Roberto Medina.


Em julho, o Ministério Público de São Paulo denunciou à Justiça quatro acusados de integrar plano: Victor Hugo da Silva, o ‘VH’ ou ‘Falcão’, Wellison Rodrigo Bispo de Almeida, o ‘Corinthinha’ ou ‘Maurício’, Sérgio Garcia da Silva, o ‘Messi’, e Adilson Audinir Oliveira Júnior, o ‘Ju Machado’.

VH e Ju Machado eram os dois que ainda estavam foragidos. As defesas dos quatro não foram localizadas.


O grupo acompanhava não apenas a rotina das autoridades, mas também a de seus familiares. Eles repassavam os dados aos integrantes da “Sintonia Restrita”, instância do PCC que determina a execução de vítimas notórias da organização, como o ex-delegado-geral de Polícia Ruy Ferraz Fontes, assassinado na Praia Grande em outubro do ano passado.

A investigação mostra que “Messi” atuou como responsável por levantamentos criminosos em Presidente Prudente, em especial sobre a rotina de Lincoln Gakiya, enquanto “VH” e “Corinthinha” monitoravam Roberto Medina e sua mulher. Já Ju Machado também tinha um papel importante no grupo, como interlocutor de Messi na operação.


“Com as prisões, os quatro investigados apontados como integrantes de uma célula de organização criminosa responsável pelo monitoramento e mapeamento de autoridades públicas estão detidos”, informou a Secretaria da Segurança Pública, em nota.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, a Polícia Civil concluiu a investigação e representou pela prisão preventiva dos quatro investigados. Os casos foram registrados pela 1.ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) como captura de procurado.

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