São Paulo Polícia prende grupo suspeito de aplicar golpes pelo WhatsApp

Polícia prende grupo suspeito de aplicar golpes pelo WhatsApp

Seis homens foram presos sob suspeita de invadir telefones celulares, encontrar conteúdos supostamente comprometedores para extorquir vítimas

  • São Paulo | Carolina Lopes, da Agência Record

Polícia prende suspeitos de crimes pela internet

Polícia prende suspeitos de crimes pela internet

Divulgação/Polícia Civil

Seis homens foram presos suspeitos de fazerem parte de uma quadrilha que cometia crimes pelo WhatsApp. As prisões aconteceram durante a Operaçã Peregrino, da Polícia Civil.

De acordo com informações da polícia, computadores, celulares e mais de 200 chips usados nas extorsões foram apreendidos. Outras duas pessoas também foram indentificadas nas investigações como possíveis membros da quadrilha. A polícia calculou aproximadamente quatro milhões de reais extorquidos de janeiro até hoje.

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Ainda segundo a Polícia Civil, os suspeitos aplicavam golpes após conseguirem grampear o número da vítima. Depois, disso, os suspeitos procuravam conversas, imagens ou arquivos que considerassem comprometedores e pudessem ser usados em ameaças.

De acordo com o Departamento de Dope (Operações Policiais Estratégicas), a primeira vítima que procurou a polícia trabalhava em um escritório de advocacia, teve seu e-mail invadido, e passou por extorsão. Os criminosos tiveram acesso a informações sensíveis, inclusive de clientes da empresa.

Durante a investigação, outras vítimas se apresentaram. A polícia teve dificuldade em rastrear os chips usados pois eram de diversos países. Os criminosos ainda usavam sinal de internet de vizinhos para cometer os crimes. Após rigorosa apuração, foram identificados alguns supostos integrantes da quadrilha, na zona leste da capital. Foram solicitados mandados de busca e apreensão.

Segundo a delegada Ivalda Aleixo, a corporação concluiu que há um integrante da quadrilha, que acreditam ser o líder, com conhecimento técnico avançado e os demais tinham conhecimento suficiente para realizar clonagem e ter acesso à lista de contatos das vítimas. Eles se organizavam em funções específicas.

O grupo realizava os golpes, preferencialmente, entre quintas-feiras e sextas-feiras, pois dificultava a reação das vítimas durante os finais de semana.

A Polícia Civil, por meio do Dope, prossegue com as investigações que até o momento contaram com a participação de 30 agentes da Divisão de Capturas e 14 viaturas em atividades de campo.

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