Polícia prende suspeito de matar namorada carbonizada em SP
Companheiro de Débora, de 22 anos, ficou foragido por quatro dias; ela foi encontrada morta após vizinhos conterem chamas
São Paulo|Isabelle Amaral, do R7, e Márcio Neves, do Núcleo de Jornalismo Investigativo da Record TV

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta sexta-feira (14), o homem suspeito de matar carbonizada a namorada, Débora de Almeida Monteiro, de 22 anos, na região da Vila Maria, na zona norte de São Paulo.
Ao R7, o delegado Álvaro Ribeiro, responsável pelas investigações, revelou que o suspeito foi detido na rua, e não houve resistência.
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"Nós já estávamos pressionando a família dele, de uma forma saudável, para que ele pudesse se entregar. Ele sabia que seria pego e não tinha para onde ir", afirma o delegado.
Débora foi encontrada morta e carbonizada em cima da cama, na terça-feira (11). Vizinhos da vítima escutaram um barulho de explosão e correram em direção às chamas que vinham da casa dela.
Com baldes de água, eles conseguiram apagar o fogo, mas Débora já estava morta. Testemunhas contam que viram um homem de capuz fugir com um galão.
A jovem já tinha medida protetiva contra o homem, que era seu namorado e a tinha agredido anteriormente.
Segundo o delegado, o suspeito será indiciado pela agressão e morte de Débora. Ele permanecerá à disposição da Justiça na carceragem no 90° DP (Parque Novo Mundo).
Mulher carbonizada é mais uma vítima que tinha medida protetiva contra o ex; veja outros casos
A morte da jovem Débora Almeida (no alto à esquerda), que foi carbonizada na última terça-feira (11), em São Paulo, joga luz sobre a violência contra as mulheres e sobre o fato de ela acontecer em alguns casos com vítimas que estão sob medidas protetiv...
A morte da jovem Débora Almeida (no alto à esquerda), que foi carbonizada na última terça-feira (11), em São Paulo, joga luz sobre a violência contra as mulheres e sobre o fato de ela acontecer em alguns casos com vítimas que estão sob medidas protetivas — decisões judiciais que exigem que o potencial agressor mantenha distância, entre outras restrições. Apesar de esse instrumento ser considerado importante para salvar a vida de mulheres que se sentem ameaçadas, recentes assassinatos em que os ex-companheiros são apontados como responsáveis mostram que as precauções tomadas não foram suficientes. Veja alguns casos:




















