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Polícia prende ‘Portuga do PCC’, aliado de André do Rap e ‘chefe’ do tráfico no Porto de Santos

Segundo a investigação, criminoso exerce influência sobre pontos de venda de drogas no Morro do Jabaquara e na região do Rádio Clube

São Paulo|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Civil de São Paulo prendeu Leandro Teixeira de Andrade, conhecido como 'Portuga' do PCC, em Santos, aliado de André do Rap.
  • 'Portuga' foi condenado por tráfico de drogas e tinha mandado de prisão expedido pela 5ª Vara Federal de Santos.
  • Ele exercia influência sobre pontos de venda de drogas no Morro do Jabaquara e na região do Rádio Clube, usando documentos falsos e apartamentos de locação curta.
  • Durante a prisão, foram apreendidos cocaína, US$ 4 mil, celulares e materiais químicos usados para traficar drogas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Leandro Teixeira de Andrade, o 'Portuga' do PCC
Foram apreendidos em posse de ‘Portuga’ uma porção de cocaína e US$ 4.000 em espécie Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de São Paulo prendeu em Santos, litoral paulista Leandro Teixeira de Andrade, o ‘Portuga’ do PCC, condenado por tráfico de drogas e apontado como aliado de primeira hora do narcotraficante André do Rap, uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), foragido desde outubro de 2020. A captura de ‘Portuga’ foi realizada por agentes da 2ª Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Santos.

Em interrogatório após a prisão, ‘Portuga’ ficou em silêncio e se recusou a fornecer material para exame grafotécnico - perícia em assinatura e manuscritos. O Estadão busca contato com a defesa.


‘Portuga’ era procurado após condenação definitiva por tráfico de drogas. O mandado de prisão foi expedido pela 5ª Vara Federal de Santos em novembro do ano passado, com pena restante de oito anos e nove meses, em regime fechado.

Segundo a investigação, ‘Portuga’ exerce influência sobre pontos de venda de drogas no Morro do Jabaquara e na região do Rádio Clube. Com a condenação pela Justiça Federal, ele teria passado a arrendar pontos de tráfico e a adotar medidas para dificultar sua localização.


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Informações reunidas pelos investigadores indicam ainda o uso de documentos falsos e de apartamentos destinados a locações de curta duração. O trabalho de inteligência e o cruzamento de informações levaram os policiais a um apartamento na Avenida Epitácio Pessoa, no bairro Aparecida, na manhã de terça (25).

Foram apreendidos em posse de ‘Portuga’ uma porção de cocaína, US$ 4 mil em espécie, aparelhos celulares e um caderno com anotações de substâncias químicas e respectivas quantidades. Também foram encontradas roupas de serviço de dois terminais do Porto de Santos e um veículo.


Entre as substâncias com ‘Portuga’ havia cloreto de zinco, ácido acético, álcool polivinílico e água destilada. De acordo com a investigação, a combinação desses materiais pode formar matrizes plásticas, adesivas ou de hidrogel capazes de funcionar como aglutinantes para prensar cocaína ou permitir que a droga seja impregnada em roupas e tecidos e incorporada à estrutura de objetos.

Diante do material localizado e dos demais elementos da investigação, a Polícia considerou configurada uma nova situação de flagrante por tráfico de drogas. ‘Portuga’ foi indiciado pelo artigo 33 da Lei de Drogas.


Ele já havia sido preso em 2017, dois anos depois de sua condenação pela 5ª Vara Federal de Santos. Na ocasião, também foram condenados André de Oliveira Macedo, o André do Rap, Fábio Dias dos Santos, Jefferson Moreira da Silva e Luciano Hermenegildo Pereira, nomes que foram incluídos na Difusão Vermelha da Interpol.

André do Rap, apontado como chefe do tráfico internacional de drogas do PCC, foi solto em outubro de 2020 pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello, que viu excesso de prazo na prisão processual (sem condenação definitiva). Há suspeitas de que ele esteja escondido fora do País.

“A prisão (de ‘Portuga’) é resultado de um trabalho minucioso de investigação e inteligência realizado pelo Departamento de Polícia Judiciária do Interior 6”, disse o delegado Luiz Carlos do Carmo, diretor do Deinter 6.

Carmo ressalta que ‘Portuga’ é um criminoso condenado por tráfico de drogas, “com ligação com nomes importantes do crime organizado, que adotava estratégias para tentar escapar da Justiça”.

“Nossas equipes conseguiram identificar seu paradeiro e efetuar a prisão. Agora, vamos aprofundar as investigações sobre todo o material apreendido e eventuais conexões com outros integrantes do tráfico”, afirmou o delegado.

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