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Polícia vai bloquear celulares para combater roubos

Roubos e furtos de aparelhos crescem há 19 meses e bateram recorde em 2014  

São Paulo|Do R7

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Smartphones como o Iphone 6 são mais visados pelos ladrões
Smartphones como o Iphone 6 são mais visados pelos ladrões

A Polícia Civil de São Paulo vai passar a requisitar que operadoras de telefone celular bloqueiem aparelhos que foram roubados, para que eles não possam ser usados. A medida é mais uma tentativa da gestão Geraldo Alckmin (PSDB) de frear a escalada dos roubos no Estado, que crescem há 19 meses consecutivos e fecharam 2014 com a maior número da história - mais de 309 mil casos.

Quando a vítima for registrar a queixa de roubo ou furto do celular, terá de preencher um formulário extra, com as informações do celular. Esses dados serão levados às operadoras.

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"A Polícia Civil vai usar o poder que tem de requisitar o bloqueio às operadoras", disse o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes. Uma reunião entre integrantes da secretaria e das operadoras está marcada para o dia 6, próxima sexta-feira, para acertar detalhes técnicos para tornar o bloqueio mais rápido. A mudança deverá ocorrer na sequência.

Atualmente, a vítima do roubo ou furto de celular pode pedir o bloqueio. Mas o procedimento não é obrigatório nem automático.

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Os celulares respondem por 16,7% de todos os roubos do Estado, segundo levantamento da secretaria. E 48,4% dos roubos ocorrem contra pedestres. Assim, Moraes disse acreditar que, criadas barreiras para que os aparelhos roubados retornem às ruas, os índices de roubos deverão cair.

Motos

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As declarações sobre as mudanças no trato com os celulares foram dadas ontem à tarde, no centro da capital paulista, quando Moraes foi acompanhar uma ação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) que terminou com o fechamento de três lojas especializadas em peças de moto da Rua dos Gusmões, na República, local conhecido pela comercialização de produtos roubados.

Segundo a Secretaria de Segurança, havia ao menos R$ 6 milhões em produtos nos três estabelecimentos, que foram fechados porque não tinham nota fiscal nem outro documento de procedência para cerca de 1 milhão de peças.

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Os donos dos três estabelecimentos - empresários com idade entre 32 e 37 anos - foram presos em flagrante. Segundo o delegado Valter de Abreu, a polícia infiltrou agentes nas ruas da região para executar as investigações. "Certamente outros comércios da região também serão fechados", afirmou o delegado, que disse ainda apurar eventual ligação entre as lojas de peças roubadas e a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que age nos presídios de São Paulo.

A ação segue uma linha de ataque a centros de desmanche iniciada no ano passado, mas essa foi a primeira operação voltada exclusivamente para coibir o roubo de motos. "Essas peças são resultado de latrocínios cometidos para se roubar motocicletas", afirmou Moraes, ao descrever a operação.

As lojas vistoriadas foram lacradas na tarde de ontem, depois de a perícia da Polícia Científica ir ao local. Os demais estabelecimentos da região deverão passar por vistoria do Corpo de Bombeiros nos próximos dias - e podem ter o mesmo fim. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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