"Policiais agrediram com violência", diz estudante ferido durante protesto

Luis Segura foi agredido nas costas e na cabeça por PMs em ato

"Policiais agrediram com violência", diz estudante ferido durante protesto

Jovem foi agredido nas costas e na cabeça

Jovem foi agredido nas costas e na cabeça

Reprodução/Arquivo Pessoal

O estudante de jornalismo Luis Segura foi uma das pessoas agredidas por policiais militares durante o protesto contra o aumento da tarifa do transporte público, nesta terça-feira (12), na avenida Paulista. Ele foi atingido nas costas e na cabeça.

Segundo ele, tudo começou antes da concentração para o ato. Os policiais formavam um cordão de isolamento na avenida Paulista, que estava fechada nos dois sentidos, e manifestantes eram impedidos de chegar ao protesto.

— Eu estava conversando com dois amigos que estavam comigo na concentração quando ouvimos as explosões das primeiras bombas. Apesar de estarem fechando a avenida Paulista, os policiais começaram a reprimir os manifestantes fazendo com que eles corressem na direção da própria paulista, deixando um grande grupo de pessoas acuado e cercado, inalando gás lacrimogêneo e sendo ferido por estilhaços de bombas. Muita gente passou mal sem conseguir respirar.

O estudante diz que, quando começaram as bombas, ele e os amigos tentaram correr em direção à Paulista. Mas “um cordão de policiais que estava na lateral esquerda começou a agredir gratuitamente os manifestantes com os cassetetes”.

— De cara, já tomei uma porrada nas costas, que me fez abaixar. Nisso, um segundo policial me agrediu com o cassetete na cabeça. No meio da correria, consegui entrar em um prédio comercial junto a um grupo de manifestantes. Mas o gás lacrimogêneo entrou dentro do prédio e começamos a sufocar nas escadas.

O estudante, que é presidente do Centro Acadêmico Inês Etienne Romeu, da Universidade Metodista, também publicou um relato no Facebook da organização. Lá ele diz que a PM formou vários bloqueios em todas as vias de acesso à Consolação no sentido Centro.

— A direção do Movimento Passe Livre, que tradicionalmente define o trajeto de seus atos na hora, tentou dialogar com a polícia e fazer com que o ato seguisse pela Rebouças.

A PM teria recusado e tentou forçar a manifestação a seguir pela Consolação. Lá, os policiais estavam posicionados para reprimir o ato.

— A partir daí, iniciou o conflito. Bombas de gás e de efeito moral foram disparadas gratuitamente contra jovens que se reuniam pacificamente no local.

Ele também diz que “os policiais agrediram [os manifestantes] com violência, usando escudos e cassetetes”.

— Diversas pessoas ficaram feridas por balas de borracha e estilhaços de bombas. Até mesmo um "caveirão" do Choque estava sendo usado pela polícia para reprimir o ato.

Por meio das redes sociais, outras pessoas denunciaram abusos por parte da PM. Segundo o secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, as denúncias feitas de abusos da polícia serão apuradas.

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