Ponte João Dias é liberada; manifestantes começam a ocupar avenida Giovanni Gronchi
Capital teve três protestos no início da manhã desta terça, sendo um na zona sul e outro na leste
São Paulo|Do R7
A ponte João Dias, que foi bloqueada, em ambos os sentidos, pelos manifestantes do Movimento Periferia Ativa, por volta das 10h15 desta terça-feira (24), foi liberada por volta das 11h40. No entanto, o grupo de pessoas, que se reuniu mais cedo na zona sul de São Paulo, começou a ocupar a avenida Giovanni Gronchi, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). A empresa recomendava que os motoristas evitassem a região.
Segundo a PM (Polícia Militar), enquanto os manifestantes estavam na ponte João Dias, não houve registros de incidentes.
O grupo de pessoas partiu da estação Capão Redondo do metrô e do largo do Campo Limpo, ambos na zona sul. O objetivo do protesto era chegar até a marginal Pinheiros.
Outra manifestação, que também aconteceu na manhã desta terça, se concentrou na estação Guaianazes, da Linha 11 — Coral da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). O grupo de pessoas pretendia caminhar até a subprefeitura de Itaquera. Nesta região, a CET ainda tinha, por volta das 11h30, o registro de protesto nas ruas Salvador Gianetti e Prates da Fonseca. Segundo dados da companhia, a ocorrência começou por volta das 8h47.
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Às 10h50, a empresa registrou que uma manifestação interditava a avenida Jacu-Pêssego, no sentido Mauá, junto à rua Botuporã, na zona leste de São Paulo. A via foi liberada cerca de 40 minutos depois.
Na zona sul, os dois protestos somavam cerca de 1.000 pessoas por volta das 9h30 desta terça. Já na zona leste, o número de pessoas variava entre 200 a 300. A PM ainda não possuía dados oficiais de quantas pessoas se concentravam nos locais.
Acompanhe as manifestações que acontecem na capital paulista
Uma comissão do movimento MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), que organiza os protestos desta manhã, se deslocava em direção ao Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo, onde serão recepcionados pelo governador Geraldo Alckmin e participarão de uma reunião. O MTST também deve ser recebido nesta terça pela presidente Dilma Rousseff, a exemplo do que ocorreu nesta segunda-feira (24) com o MPL (Movimento Passe Livre).
A proposta da manifestação é que os serviços públicos não sejam afetados. É justamente por isso que, segundo a assessoria de imprensa do Metrô e da CPTM (Companha Paulista de Trens Metropolitanos), as linhas operavam sem nenhum problema e não havia também registros de violência ou vandalismo, em torno das 11h40.
Os protestos
O Movimento Periferia Ativa reivindica o fim da violência policial, saúde e educação "padrão Fifa", controle sobre o valor dos aluguéis, tarifa zero para o transporte público, entre outros. As pessoas se concentravam nos locais desde as 7h.
Trânsito na capital
A CET registrava em São Paulo, por volta das 11h50, mais de 70 km de lentidão, sendo que a zona sul é a que apresentava o pior índice, com 25 km, seguido da zona oeste, com 23 km de tráfego lento. A zona leste somava 15 km de lentidão, o centro 8 km e a zona norte registrava 3 km.














