São Paulo População pode ajudar moradores de rua em noites geladas

População pode ajudar moradores de rua em noites geladas

Após a morte de três moradores de rua, que pode ter sido provocada pelo frio, prefeitura intensifica acolhimento e as pessoas podem ligar para o 156  

Morador de rua se protege do frio na Avenida Paulista

Morador de rua se protege do frio na Avenida Paulista

RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A população também pode ajudar as pessoas em situação de rua solicitando uma abordagem social por meio da CPAS (Coordenação de Pronto Atendimento Social), da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, que funciona 24 horas por dia e pode ser acionada pela Central 156.

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Ligue para 156, forneça dados detalhados da pessoa e o endereço onde ela pode ser localizada pelas equipes de abordagem. A solicitação pode ser anônima, mas é importante ter as seguintes informações para facilitar a identificação:

- O endereço da via em que a pessoa em situação de rua está (o número pode ser aproximado);

- Citar pontos de referência;
- Características físicas e detalhes de como a pessoa a ser abordada está vestida.

Acolhimento

Prefeitura de São Paulo intensificou na madrugada deste domingo (7) as ações de acolhimento junto à população em situação de rua, após a polícia encontrar três pessoas mortas na capital paulista com suspeita de hipotermia.

As baixas temperaturas que atingiram a capital paulista desde a madrugada da última sexta-feira (5) podem ter causado a morte dos moradores de rua dos bairros de Itaquera, Pari e Barra Funda.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) esteve presente na noite deste sábado (6), na região central da cidade em uma ação de acolhimento à população de rua realizada pela secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS).

"Acompanhar essas abordagens realizadas pelas equipes de assistência social são fundamentais para vermos o resultado desse trabalho." (é uma ação) Muito forte, muito firme da Prefeitura de São Paulo de poder acompanhar isso, ver de que forma consegue ampliar e aperfeiçoar esse sistema para que a gente não tenha mais outros casos de óbitos por conta do frio na cidade de São Paulo", disse Covas.

Frio recorde

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a capital teve a madrugada mais fria do ano neste domingo, com termômetros marcando 6,5ºC. No sábado, os termômetros haviam registrado 7,4ºC, recorde de temperatura baixa em 2019 até então.

Já o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura chegou a registrar temperatura de -0,2ºC em Engenheiro Marsilac, na zona sul da capital.

A temperatura mínima média registrada pelas 28 estações da CGE foi de 5ºC. A série histórica, que compila dados desde 2004, aponta que o recorde absoluto de frio ocorreu no dia 13 de junho de 2016, quando os termômetros registraram 3,5°C em média na cidade e mínima de -0,6°C na Capela do Socorro, também na Zona Sul.

A máxima prevista para o domingo é de 13ºC, mas, já na segunda-feira, a temperatura deve subir aos poucos, chegando a 17ºC de máxima. Para terça (9), o Inmet prevê de 6ºC a 18ºC.