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Prefeito de SP revoga política de corte de custos

Especialistas acreditam em erro que causava dificuldades em renegociações de obras e serviços

São Paulo|Do R7

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Após implementar uma política "linha-dura" de cortes de custos, a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) abre os cofres novamente. Em decreto publicado no Diário Oficial da Cidade de sábado, ele revogou o teto de gastos — que era de 90% do que foi gasto em 2012.

O prefeito retirou a limitação de despesas correntes (exceto pessoal, auxílios e encargos gerais) que havia sido imposta em decreto assinado por ele em 26 de fevereiro. Ele justifica a decisão afirmando que os gastos com terceiros tiveram redução real de 1% e que "a manutenção desse dispositivo poderia vir a causar dificuldades na contratação de serviços e aquisição de bens essenciais à população".

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Na avaliação de técnicos do governo e até de lideranças petistas na Câmara, o prefeito cometeu o mesmo erro de José Serra (PSDB) em 2005. Ao cortar em 30% a maior parte dos contratos herdados por Marta Suplicy (PT), Serra viu alguns dos fornecedores do governo reduzirem os serviços prestados.

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Haddad reduziu valores de contratos de vigilância de parques, por exemplo. Sob o risco de reduzir os serviços prestados em hospitais e postos de saúde, o prefeito também não conseguiu reduzir os contratos com as OSs (Organizações Sociais), que recebem R$ 3 bilhões por ano.

Secretários também encontraram dificuldades para renegociar o valor de serviços e de obras licitados na gestão anterior. 

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