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Prefeitura admite vazamento ilegal de mais de 50 mil câmeras do Smart Sampa e afasta servidor

De acordo com a administração da capital paulista, caso foi isolado e não houve uma falha de segurança na plataforma

São Paulo|Do R7, com Agência RECORD

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Sistema de monitoramento e reconhecimento facial da cidade possui mais de 50 mil câmeras Prefeitura de SP/ divulgação

A Prefeitura de São Paulo afirmou, em nota divulgada nesta terça-feira (20), que a Corregedoria da GCM (Guarda Civil Metropolitana) investiga o vazamento ilegal de dados do Smart Sampa, sistema de monitoramento e reconhecimento facial da cidade que possui mais de 50 mil câmeras.

Segundo a prefeitura, o vazamento teria sido causado por um servidor que já foi identificado e afastado, e agora é investigado pela Corregedoria da GCM, e não houve uma falha de segurança na plataforma.

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De acordo com a administração da capital paulista, o repositório de dados que foi disponibilizado ilegalmente por esse servidor na internet foi retirado do ar e não havia nele menção a senhas de acesso.

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“Ainda assim, a SMSU reforçou a segurança da plataforma, com senhas exclusivas e autenticação em dois fatores, entre outras medidas. O acesso também exige validação por código enviado por SMS para a criação de uma nova senha, conforme os padrões de segurança”, afirmou a prefeitura em nota.

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Reportagem publicada pelo UOL aponta que dados sigilosos do Smart Sampa ficaram expostos na internet por cerca de 11 meses, o que permitiu que imagens de mais de 50 mil câmeras — entre elas alguns aparelhos conectados a hospitais, escolas e creches, por exemplo — fossem acessadas.

Veja abaixo, na íntegra, a nota da Prefeitura de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo informa que não há nenhuma fragilidade nos mecanismos de segurança da plataforma do Programa Smart Sampa. O que houve foi um vazamento ilegal de dados por parte de um servidor entre os mais de 7.500 agentes de segurança. Ele já foi identificado, afastado e sua conduta está sendo investigada pela Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana. Portanto, a Prefeitura reforça que se trata de um ato criminoso.

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A reportagem do UOL acessou o sistema a partir de um vazamento ilegal e tenta classificar o caso como falha na segurança, agindo, assim, com irresponsabilidade e desinformando a população. Importante destacar que não houve em nenhum momento qualquer uso indevido da plataforma.

O programa conta com a fiscalização do Tribunal de Contas do Município e consultoria especializada em governança e privacidade de dados.

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O repositório de dados disponibilizado ilegalmente na internet foi retirado do ar pela Pasta e não havia nele menção a senhas de acesso. Ainda assim, a SMSU reforçou a segurança da plataforma, com senhas exclusivas e autenticação em dois fatores, entre outras medidas. O acesso também exige validação por código enviado por SMS para a criação de uma nova senha conforme os padrões de segurança.

Maior sistema de monitoramento por câmeras da América Latina, o Smart Sampa encaminha semestralmente ao Ministério Público um Relatório de Transparência, já na 3ª edição. As obrigações contratuais preveem auditorias periódicas, testes de segurança, monitoramento, apresentação de relatórios técnicos e correção de eventuais vulnerabilidades.

A Coordenadoria de Tecnologia, Integração e Segurança (CTIS), da SMSU, atua na supervisão e fiscalização da plataforma. O programa já contribuiu para a captura de 3.628 foragidos e a localização de 284 pessoas desaparecidas.

Em relação às câmeras em equipamentos públicos, elas são instaladas em áreas de circulação comum, sem abranger consultórios, salas de atendimento ou ambientes assistenciais. A captação de uma imagem não significa que a pessoa tenha sido cadastrada ou identificada pelo sistema.

O reconhecimento facial compara imagens captadas pelas câmeras com bases oficiais de pessoas procuradas, foragidas e desaparecidas.

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