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Prefeitura de SP estuda construir pista exclusiva para motociclistas nas marginais Pinheiros e Tietê

Apenas no ano passado, 22 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas após se envolverem em acidentes nas avenidas

São Paulo|Geovanna Hora, da Agência Record

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O plano da gestão municipal é instalar a faixa azul nas marginais Pinheiros e Tietê
O plano da gestão municipal é instalar a faixa azul nas marginais Pinheiros e Tietê

A Prefeitura de São Paulo estuda construir pista exclusiva para motociclistas, conhecida como faixa azul, nas marginais Pinheiros e Tietê. De acordo com o secretário de Mobilidade e Trânsito, Ricardo Teixeira, a ideia é construir uma faixa bem à margem dos rios, com uma rampa de acesso. 

O projeto surgiu depois que uma comitiva com técnicos da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e membros do SindimotoSP (Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas do Estado de São Paulo) foi até a Malásia, no sudeste asiático.

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O local foi escolhido porque há 50 anos os malaios estudam como evitar acidentes de trânsito, já que metade da sua frota terrestre é composta por motocicletas.

Teixeira afirmou que 22 mortes foram registradas nas duas marginais no ano passado, 12 da no rio Pinheiros e 10 na do rio Tietê. Além disso, no mesmo período, mais de 200 pessoas ficaram feridas, entre os mais de um milhão de veículos que circulam diariamente nas duas vias.

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"As vítimas são jovens na flor da idade que por um acidente ficam sem nenhum trabalho, nenhuma perspectiva", declarou o secretário.

Ele usou como exemplos as avenidas 23 de Maio e Bandeirantes, onde não houve registro de mortes após a instalação de pouco mais de dois quilômetros de faixa azul em 2022. A Prefeitura de São Paulo tem o projeto de expandir as pistas exclusivas para outras vias movimentadas e atingir 300 quilômetros de faixas para motociclistas.

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Outra questão apontada por Teixeira foi que as novas obras não devem interferir em nenhuma ciclofaixa. Uma das ideias é construir pistas para motos e bicicletas em lados opostos do rio Tietê.

Atualmente, a capital paulista já tem 300 quilômetros de ciclofaixas, além de 700 quilômetros que devem ser construídos até o fim da atual gestão. Outros 800 quilômetros são planejados e devem ser finalizados pelo próximo governo.

O secretário reiterou que as novas faixas nas marginais ainda são uma ideia e que a Prefeitura de São Paulo está aberta para sugestões e debates.

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