São Paulo Prefeitura de SP volta a recomendar uso de máscara em ambientes fechados

Prefeitura de SP volta a recomendar uso de máscara em ambientes fechados

Orientação visa estancar novo aumento brusco de casos e internações por conta da Covid-19, mas não terá caráter obrigatório

  • São Paulo | Do R7

Resumindo a Notícia

  • Orientação não terá caráter obrigatório
  • Internações por conta da Covid cresceram 251% na rede municipal
  • Novo surto da doença também tem efeito nacional
  • Uso continua obrigatório em unidades de saúde e no transporte público
Apesar da alta, número de internações na capital ainda está bem abaixo de picos anteriores

Apesar da alta, número de internações na capital ainda está bem abaixo de picos anteriores

Edu Garcia/R7 - 18.05.2022

A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (1º) a volta da recomendação do uso de máscara de proteção contra Covid-19 em ambientes fechados e unidades escolares, contra o aumento brusco do número de casos e internações por causa da doença. A orientação segue a nova diretriz do Governo do Estado de São Paulo, mas não terá caráter obrigatório nem mudará a regra anterior de obrigatoriedade do uso da proteção em unidades hospitalares e no transporte público.

O número de casos de Covid-19 cresce desde abril no estado, o que já se reflete no número de internações na capital paulista. A taxa saltou de 56 para 197 no último mês – um aumento de 251%. Apesar da alta, o número ainda está bem abaixo do registrado no pico deste ano, em 30 de janeiro, quando o surto da variante Ômicron provocou 873 internações.

Em meio ao aumento, o estado de São Paulo começou nesta segunda-feira (30) a aplicar a terceira dose da vacina em adolescentes dos 12 aos 17 anos, para ampliar a parcela da população com o reforço do imunizante. As autoridades sanitárias ressaltam que todos os adultos e idosos também devem completar o ciclo vacinal, com três ou quatro doses.

O governo paulista decretou o fim da obrigatoriedade do uso de máscara em ambientes fechados na metade de março, depois de registrar queda no número de internações em UTIs (unidades de terapia intensiva) e enfermaria por seis semanas seguidas. O uso do equipamento foi instituído pela primeira vez em ambientes fechados e abertos em maio de 2020.  

O efeito do surto também é sentido pelo país. O mais recente boletim InfoGripe, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), divulgado nesta quarta-feira, aponta uma estimativa de 7.200 internações por Srag (síndrome respiratória aguda grave) em todo o país entre 22 e 28 de maio — eram 6.100 na semana anterior (o que representa alta de 18%). Desse total, 59,6% estão associados à Covid-19.

De acordo com o painel de acompanhamento da Covid-19 do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), os 166.777 casos confirmados no Brasil na semana entre 22 e 28 de maio representam a maior taxa em dois meses. A última alta foi registrada de 20 a 26 de março – nesse período, foram confirmados 214.913 casos.

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